Volta do auxílio emergencial: protesto fecha Rodovia Régis Bittencourt

Manifestantes atearam fogo em pneus e fecharam trecho da via perto da região de Itapecerica da Serra

Volta do auxílio emergencial: protesto fecha Rodovia Régis Bittencourt
Foto: Reprodução / TV Globo

Um protesto, em favor da retomada do auxílio emergencial, bloqueou parte da Rodovia Regis Bittencourt, na altura da região de Itapecerica da Serra, no sentido da capital paulista, na manhã desta sexta-feira (19). Os manifestantes escreveram na pista “Auxílio emergencial já” e atearam fogo em pneus para fechar a via.

Agentes de trânsito orientavam os motoristas a seguir pela pista local. Por conta do bloqueio, o trânsito é intenso e já há formação de engarrafamentos na rodovia.

Fim do auxílio

O fim do Auxílio Emergencial já levou 2 milhões de brasileiros para a pobreza apenas em janeiro. Ao todo, 26 milhões de pessoas estão sobrevivendo com uma renda de apenas R$ 250 por mês. A discussão sobre uma possível retomada do auxílio emergencial, em 2021, ganhou fôlego nas últimas semanas.

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O governo federal admitiu a possibilidade de recriação do benefício, depois de meses de negação. Entretanto, ainda não há uma proposta definida. Há um consenso entre os presidentes da Câmara, do Senado, e ministros, para tentar aprovar a viabilidade de um nova rodada do auxílio emergencial em três semanas.

Esse é o prazo com que a equipe econômica trabalha para a aprovação do que o ministro da Economia, Paulo Guedes, chama de “novo marco fiscal”. A ideia é incluir, na Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do pacto federativo, uma cláusula de calamidade pública (uma espécie de PEC de Orçamento de Guerra, semelhante à aprovada no ano passado).

Isso permitirá retirar os gastos do auxílio emergencial de regras fiscais, como o teto de despesas. Porém, o ato criaria condicionantes, como medidas automáticas de contenção de gastos. O alcance das medidas ainda está em discussão entre o Ministério da Economia e a área política devido à urgência para a aprovação da “PEC da guerra”. Medidas mais duras poderão ficar para uma segunda PEC fiscal, para ser votada até o fim de julho.

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