O ano de 2026 deverá manter o mesmo cenário fiscal enfrentado por Itabira em 2025. A avaliação é do prefeito Marco Antônio Lage (PSB), que classificou o próximo exercício como “duro”, exigindo gestão austera, controle rigoroso de gastos e foco na eficiência, sem abrir mão dos investimentos que impactam diretamente a qualidade de vida da população. As declarações foram dadas durante uma entrevista exclusiva concedida ao portal DeFato Online.
“O orçamento de 2026 vai ser tão duro quanto o de 2025. A melhora mais significativa só deve acontecer em 2027. Por isso, precisamos continuar reduzindo desperdícios, gastando melhor e investindo onde gera maior impacto social”, afirmou.
Segundo o prefeito, a política de contenção de despesas será permanente, mas direcionada principalmente ao corte de excessos e gastos sem retorno social. “Cortar é difícil, dói, mas é necessário. O pior é não cortar e deixar doer em todo mundo”, disse.
Apesar do cenário fiscal restritivo, Marco Antônio garantiu que áreas essenciais não sofrerão cortes. Saúde, educação, assistência social, saneamento básico e transporte público seguem como “prioridades” da administração. “No que impacta a vida de quem mais precisa do serviço público, nós não vamos economizar. Pelo contrário, vamos melhorar”, destacou.
Durante a entrevista, Marco Lage também desmentiu rumores sobre reajuste na tarifa de ônibus e foi categórico ao afirmar que não haverá aumento da passagem em Itabira. “É mentira que vai aumentar. Nós não vamos aumentar o preço da passagem. Pelo contrário, a nossa intenção é reduzir, se o orçamento permitir”, disse.
Marco Antônio explicou que, embora o Conselho Municipal de Transporte discuta anualmente custos e reajustes, isso não significa aumento automático da tarifa.
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Equilíbrio fiscal e contas em dia
Ao fazer um balanço de 2025, o prefeito de Itabira classificou o primeiro ano do segundo mandato com duas palavras: austeridade e eficiência. Segundo ele, a gestão conseguiu atravessar o ano em equilíbrio fiscal mesmo após uma queda de cerca de R$200 milhões do orçamento municipal.
“Estamos terminando o ano com os salários dos servidores em dia, décimo terceiro pago e fornecedores quitados. Em Minas, cerca de 30% dos municípios não conseguiram pagar sequer o 13º salário”, ressaltou.
Para 2026, o prefeito reforçou que o orçamento seguirá mirando duas direções principais: qualidade de vida para a população de menor renda e a manutenção de serviços públicos essenciais. “Tudo o que a população mais precisa — saúde, educação, transporte público, assistência social, está preservado. Vamos seguir inaugurando equipamentos, melhorando serviços e cuidando das pessoas”, afirmou.

