30 anos às margens da BR-381
Nardílio Francisco de Assis, natural de Ravena (Sabará), trabalha na rodovia há 30 anos
Quem passa pela BR-381 vê com frequência dezenas de comerciantes às margens da rodovia, vendendo frutas e outros produtos de origem caseira. Um deles é Nardílio Francisco de Assis, natural de Ravena (Sabará), que trabalha no trevo de Caeté. “Mexo com isso desde criança, há 30 anos”, conta, enquanto aguarda mais um cliente.
A lida não parece fácil. Sob chuva ou sol, o vendedor está lá, otimista. Afinal, tem três filhos para cuidar e não pode fazer corpo mole. A barraca é fixada no chão com estacas de candeia, madeira de alta durabilidade. Uma lona cobre o teto e as laterais. Além de abrigar as frutas, os utensílios e um galão de água, a tenda também serve de garagem para o carro usado no trabalho.
Os produtos vendidos variam de acordo com a época do ano. Na ocasião em que concedeu entrevista à reportagem, no dia 1º de novembro, o foco das vendas era jabuticaba. Em outras ocasiões, banana, manga, mexerica e laranja também compõem a variedade ofertada.
Para exercer a atividade, é preciso uma autorização do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), órgão responsável pelas estradas federais. Há três décadas às margens de uma das rodovias mais violentas do país, Nardílio conta o que já testemunhou. “Vi muitos acidentes e imprudências nestes trechos. Até eu já me envolvi em um”, narra. Sobre a rentabilidade do negócio, afirma: “Dá pra viver”.