70% das obras do Campus Unifei-Itabira estão concluídas

Vista lateral da obra da Unifei-Itabira

70% das obras do Campus Unifei-Itabira estão concluídas
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O prédio da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), Campus-Itabira, poderá ser entregue já na segunda semana do mês de novembro deste ano. De acordo com o prefeito de Itabira, João Izael, 70% das obras estão concluídas. A informação foi repassada na tarde de ontem, 31 de agosto, durante uma visita de Izael e secretários à construção.
 
O engenheiro responsável pela obra, Marcelo Monduzzi, também participou da comitiva. Segundo ele, o uso de material pré-fabricado agilizou o processo de construção. As divisões entre as salas de aula são feitas de um material chamado “mata de fibra de vidro”, que é térmica e acústica, impedindo assim as altas e baixas temperaturas e evitando que o som de uma sala se propague e atrapalhe a aulas de outras.
 
Até o momento, a Prefeitura de Itabira investiu cerca de R$ 15,6 milhões na construção, sendo o investimento dessa segunda fase, de aproximadamente R$ 10 milhões, informou João Mário de Brito, Secretário Municipal de Obras. Entre as frentes de serviço estão: parte do chapisco, reboco, instalações hidráulicas, elétricas e de telefonia, montagem para divisórias dry-wall, esquadrias de madeira e alumínio, fechamento com placas cimentícias e a instalação do sistema de ar condicionado.
 
Além disso, o andaime para a instalação do forro já está montado. Ainda segundo informações do secretário, até semana passada, a Prefeitura dispunha de 60 trabalhadores, “hoje, o efetivo é de 80 homens para adiantar ainda mais a execução dos serviços”.
 
O prédio que está sendo construído possui 4 mil m², divididos em 18 salas, como informou Marcelo Monduzzi. “O prédio é em estrutura metálica, 90% dos fechamentos são em paredes de gesso e placas cimentícias. Isso está diferenciando o processo executivo, que hoje é muito utilizado fora do país e em grandes centros. O preço é pouca coisa acima do processo convencional e a vantagem é a velocidade que ganhamos”, explicou. Além disso, o projeto do campus conta com o recurso de captação de água da chuva para ser utilizada no prédio, segundo informou o Prefeito de Itabira. “Esse prédio é inteligente, temos um reservatório de tamanho considerável para essa água ser utilizada nas dependências da universidade, seja para jardim, limpeza do piso ou outras necessidades. Portanto, tem essa preocupação ambiental, que hoje é uma preocupação de todos nós”, frisou João Izael.
 
Para o prefeito, a construção é “um sonho se realizando, uma vez que pensamos, lá atrás, que podíamos ter uma universidade aqui no nosso município e a cada dia ela está cada vez mais presente na vida do itabirano”. João Izael ressaltou ainda a importância da obra para o futuro da cidade. “Estou realizando uma obra que vai eternizar, não só pela construção neste governo, mas pela importância que essa ação tem para o município, já que vivemos em uma cidade mineradora e sabemos que, mais cedo ou mais tarde, vai acabar e a cidade precisa continuar caminhando. Dentro da nossa expectativa, educação e saúde são dois pontos cruciais para essa grande cidade sobreviver”, concluiu.
 
Já o professor Gonzaga, assessor da reitoria, acredita que esse prédio é o primeiro passo para a instalação do campus universitário. “Ele é, vamos dizer assim, pioneiro para as próximas concepções e para a ocupação do campus de forma ordenada e racionalizada. Esse prédio marca o início da ocupação do campus do futuro que o reitor tanto preconiza”, explicou o professor.
 
Unifei
“Estaremos funcionando aqui com 900 alunos, que são os que entraram este ano e que entrarão ano que vem. Por uma questão de logística e de necessidade de laboratórios específicos, os alunos antigos vão continuar no iTec (Parque Tecnológico de Itabira), já que lá nos permitiu fazer algumas adaptações e está mais adequado no momento”, disse o professor Gonzaga, assessor da reitoria.
 
Sobre os próximos prédios, Gonzaga explicou da impossibilidade de três ou quatro mil estudantes ocuparem apenas uma estrutura. “Para manter uma população dessa aqui [no campus], é necessário infraestrutura, caixas eletrônicos de bancos, centro de convivência, biblioteca e atividade esportiva. Vamos necessitar também de um centro de convenções. Então, essas são as etapas que o plano diretor, que estamos elaborando, vai determinar em um cronograma”. Outro determinante para as próximas construções vão ser as necessidades de cada curso. “Na medida em que se desenvolvem as pesquisas e o relacionamento com o mercado de trabalho, cada curso vai ter uma necessidade específica e eles vão em busca dessa infraestrutura”, informou.