Mercado Persa Brasil: Itabirano participa de maior evento de danças árabes do mundo

Neste ano, o professor irá participar na categoria Moderno Masculino

Mercado Persa Brasil: Itabirano participa de maior evento de danças árabes do mundo

O itabirano Ricardo Trovinny de 28 anos participará entre os dias 13 e 15 de abril, do maior evento danças árabes do mundo, o “Mercado Persa Brasil”, realizado em São Paulo. Ricardo é professor de dança do ventre, nasceu em Itabira, mas mora há alguns anos em Belo Horizonte.

É a segunda vez que ele se apresenta no evento, que além de shows, palestras, mostras de danças e feira, promove um concurso de dança que é bem aguardado pelos participantes. Neste ano, o professor irá participar na categoria Moderno Masculino, entrando no que ele chama de “área de conforto” na dança do ventre. Apesar de dançar todos os tipos de ritmos, a dança do ventre sempre foi uma paixão.

“Esse foi o evento da minha estreia em concursos de dança do ventre. Participei da categoria Solo Star Masculino, concorrendo com bailarinos profissionais de todo o Brasil. Confesso que fiquei surpreendido e emocionado com o resultado de 4º Lugar”, comentou.

Desde criança, Ricardo ensinava dança aos colegas para datas comemorativas na escola, dava aula para os parentes em festas de família e já foi até apelidado de ‘Jacarezinho’, em referência ao dançarino Jacaré, do grupo É o Tchan.

Confira o vídeo do itabirano e veja fotos logo abaixo :

Preconceito

Aos 15 anos, incentivado por uma amiga, ele fez a primeira apresentação pública. O professor integrou o grupo Maktub de Dança do Ventre e conta que neste período recebeu apoio da mentora e teve que ser forte para vencer o preconceito por ser homem neste estilo de dança. “Nesta época tive somente uma professora, a Sãozinha do Vila Amélia, a quem devo muito respeito e carinho por eu ser o bailarino de hoje e quem me ajudou a enfrentar todas as batalhas do preconceito em todos os shows que fazíamos”, recorda.

Aos 18 anos, ele se apresentou no Festival Internacional de Danças da Amazônia e dividiu o palco com grandes nomes da dança, como Carlinhos de Jesus, Ana Botafogo e Carla Silveira.

Hoje Ricardo atua como bailarino independente, mas estabeleceu várias parcerias com grupos e companhias de danças em Belo Horizonte e outras cidades do Brasil. Ele ainda se divide entre shows e estudos.  O professor confessa que hoje já não se importa com os posicionamentos contrários e até brinca com isso, mas até chegar nesse ponto, ele precisou de tempo para trabalhar todos os preconceitos vivenciados.