Justiça determina suspensão de “operação tartaruga” dos servidores públicos de Itabira
Sindicato cancelou manifestação organizada para esta quarta-feira, 25 de julho

Uma decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) nesta terça-feira, 24 de julho, determinou o fim das paralisações dos servidores públicos de Itabira em um prazo de até 24 horas, sob pena de multa. Chamada de “operação tartaruga”, a ação, iniciada no mês passado, reivindicava o reajuste salarial para a categoria. A determinação foi assinada pela desembargadora Teresa Cristina da Cunha Peixoto.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Servidores Públicos Municipais de Itabira (Sintsepmi), Auro Gonzaga, a notificação oficial ainda não chegou à sede, mas, assim que soube da notícia, já definiu o fim provisório da operação. “Apesar de já ter a notícia, a notificação deve chegar amanhã. Nós iríamos fazer uma paralisação, prevista para amanhã, que já foi cancelada, porque ela (a desembargadora) deu 24h para encerrarmos o movimento, que continua apenas até o fim do dia de hoje”, afirmou Auro.
A decisão da Justiça ainda cabe contestação por parte dos servidores, que vão solicitar a revisão da decisão. “Vou mandar um edital convocando uma assembleia amanhã em frente ao Paço Municipal, onde vamos passar a situação para os servidores e tomar outras decisões. Ver uma outra forma de fazer um processo pacífico”, completou.
Processo administrativo
Ainda segundo o presidente Auro, o município instaurou processo administrativo contra 30 servidores públicos que participaram do movimento. “Foi uma manifestação pacífica, tranquila. O sindicato vai disponibilizar um advogado para dar suporte ao processo de cada um destes servidores que já foram notificados”, finalizou.
Manifestação na câmara
Durante a reunião ordinária da Câmara Municipal, nesta terça-feira, diversos servidores lotaram o plenário e protestaram contra outra decisão do Tribunal de Justiça Eleitoral (TJMG), que deu ganho de causa à Prefeitura de Itabira em um processo movido pelo Ministério Público e autorizou o município a retomar os pagamentos do primeiro escalão conforme valores aprovados no fim de 2016.

Apesar de muitas vaias e colocações revoltosas com a situação, o presidente da casa, Neidson Freitas (PP) direcionou discurso duro aos funcionários do município. “Não adianta revoltar, podem ficar à vontade com as vaias. Não vão ser as vaias que vão resolver os problemas de vocês”, afirmou.
Confira o vídeo das manifestações na Câmara:




