“Perdoá-lo me ajudou a ter forças”, diz mãe do jovem Carlinhos após condenação de assassino do filho

A madrugada do dia 4 de junho de 2017 jamais será esquecida pela dona de casa Margareth Mota. Desde o assassinato do filho Carlos Magno Mota Rocha, 22 anos, a mãe busca forças no amparo de pessoas próximas para suportar as lembranças daquela noite em que o jovem saiu para uma festa e voltou sem […]

“Perdoá-lo me ajudou a ter forças”, diz mãe do jovem Carlinhos após condenação de assassino do filho
Margareth Mota espera que assassino do filho Carlinhos cumpra pena – Foto: Rodrigo Andrade/DeFato|Carlinhos foi morto em 2017 e caso gerou repercussão em Itabira – Foto: Arquivo/DeFato
O conteúdo continua após o anúncio


A madrugada do dia 4 de junho de 2017 jamais será esquecida pela dona de casa Margareth Mota. Desde o assassinato do filho Carlos Magno Mota Rocha, 22 anos, a mãe busca forças no amparo de pessoas próximas para suportar as lembranças daquela noite em que o jovem saiu para uma festa e voltou sem vida. Um ano e meio depois, Margareth disse ter perdoado o assassino de Carlinhos, o que, segundo ela, ajuda a encarar a realidade.

“O perdão me ajudou demais. Meu filho era um menino de ouro, mas gerar mais sangue não vai trazê-lo de volta. Como ele era um menino da paz, acho que onde ele está agora deverá estar bem tranquilo, orando por nós e pedindo para que tenhamos muita força”, diz Margareth, em entrevista a DeFato Online.

Carlinhos foi morto ao deixar uma festa no bairro Pedreira. O carro em que ele estava com amigos foi cercado por dois homens, um deles armado. O que era uma tentativa de assalto se tornou homicídio quando o condutor do veículo, assustado, acelerou o automóvel. O autor disparou e um dos tiros atingiu a cabeça do jovem.

Carlinhos foi morto em 2017 e caso gerou repercussão em Itabira – Foto: Arquivo/DeFato

O responsável pelo disparo foi identificado como Ademilson Ferreira de Souza, 25 anos, o “Leporco”. Ele foi julgado e teve a condenação divulgada pela juíza Dayane Rey da Silva no dia 8 de fevereiro. A pena é de 24 anos, um mês e dez dias de prisão em regime fechado, além do pagamento de multa.

“A justiça foi feita. Espero que ele cumpra”, diz dona Margareth, que chegou a ficar frente a frente com o assassino do filho durante os procedimentos de investigação. Não houve diálogo, mas a mãe de Carlinho disse a Ademilson que o perdoava. “A justiça não é com as mãos. A justiça é com Deus. Tem que ter muita fé. Meu filho era um menino tão bom que tudo que ele deixou aqui, a dignidade e o respeito, me ajuda demais a ser forte”, completa.

Apelo de mãe

Mãe de outros cinco filhos, Margareth afirma que sente muito pela mãe do homem que atirou em seu filho. Ademilson tem vasta ficha criminal, que inclui outros homicídios. “Espero que ela tenha fé igual a mim e espero que, quando ele sair da cadeia, tenha compaixão da família. A dor da gente não tem tamanho. Tudo o que você pode imaginar eu estou sentindo.”

A perda do filho deixou cicatrizes. Margareth hoje faz acompanhamento psiquiátrico devido a crises de ansiedade. Apesar disso, busca nas boas lembranças o alicerce que a ampara e a permite manter de pé a família.  

 “Eu não jogo pedra, eu não xingo, eu não choro. Mas lembro dele toda hora. Não paro de pensar nele. Eu agradeço o tempo que ele passou aqui, porque ele me deixou apoio e o carinho de todos”, finaliza.