Casal é condenado em Minas por tráfico de drogas
Um casal foi condenado por tráfico de drogas por transportar 30 tabletes de cocaína (cerca de 34 kg) de São Paulo a Minas Gerais. Os tabletes apresentavam símbolos gravados vinculados à organização criminosa do Primeiro Comando da Capital (PCC). Francisco Iderlânio Caetano de Lima foi condenado a nove anos e quatro meses de reclusão em […]
Um casal foi condenado por tráfico de drogas por transportar 30 tabletes de cocaína (cerca de 34 kg) de São Paulo a Minas Gerais. Os tabletes apresentavam símbolos gravados vinculados à organização criminosa do Primeiro Comando da Capital (PCC). Francisco Iderlânio Caetano de Lima foi condenado a nove anos e quatro meses de reclusão em regime fechado e 940 dias-multa. Vitória Silva de Melo foi condenada a dez anos e seis meses de reclusão em regime fechado e 1050 dias-multa. Cada dia-multa corresponde a 1/30 do salário mínimo. A decisão é do é do juiz Thiago Colnago, da 3ª Vara de Tóxicos, e foi divulgada nesta sexta-feira, dia 29, pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais.
O veículo foi abordado no entroncamento do Anel Rodoviário com a avenida Amazonas. Consta dos autos que policiais militares, durante operação para coibir prática de crimes violentos, se depararam com um veículo de São Paulo, no qual o condutor apresentava estar indeciso quanto ao trajeto a seguir. Em contato com os policiais, os dois entraram em contradição quanto ao destino da viagem e o que iriam fazer em Minas Gerais. Na vistoria feita no veículo, foi encontrado um “cofre” atrás do banco traseiro do passageiro, onde estava a cocaína. Francisco confessou saber da da cocaína no interior do carro. Ele disse que receberia R$ 2 mil e passaria R$ 800 para a companheira. Já Vitória admitiu que transportavam algo ilícito, mas não sabia o que era.
Comprador
Segundo testemunhas, durante a abordagem, Francisco recebeu várias ligações de São Paulo de uma pessoa que, após saber da ocorrência, ofereceu R$ 90 mil para liberação dos entorpecentes e do veículo. A guarnição ouviu a oferta por meio do viva-voz. Ao contrário de Francisco, Vitória poderá recorrer em liberdade, já que recebeu um habeas corpus do Supremo Tribunal Federal.