Desde o dia 1º de abril, homens do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais estão atuando em Moçambique em apoio às vítimas do ciclone que deixou mortos e destruiu regiões do país. Além de Moçambique, o ciclone Idai atingiu Zimbábue e o Malaui.
Os bombeiros embarcados são especialistas em doutrinas de Salvamento em Soterramentos, Enchentes e Inundações (SSEI), Busca e Resgate em Estruturas Colapsadas (BREC), Operações Aéreas (OA), entre outras especialidades. Eles atuaram no resgate de vítimas do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG) em janeiro deste ano. Junto a eles, foram transportadas para Moçambique 2 picapes, 2 botes, 3 drones com imageadores térmicos e ferramental específico da atividade, como desencarceradores e expansores hidráulicos. Os bombeiros levaram consigo todo o material para conseguirem desempenhar suas atividades de maneira autônoma, inclusive no que tange à alimentação e hidratação.A previsão da participação do CBMMG na Operação África é de 15 dias. Os militares prestarão ajuda humanitária, promovendo diversas ações de suporte às vítimas do desastre. Além disso, poderão contribuir nas atividades de planejamento e logística.
Mortes e estragos
O Ciclone Idai deixou mais de 800 mortes nos três países africanos, a maioria em Moçambique (501), e já atingiu mais de 2,5 milhões de pessoas. As inundações decorrentes da passagem do ciclone tiveram consequências também em Madagascar e na África do Sul.O governo de Moçambique anunciou um pacote de medidas em razão da tragédia. Entre as medidas estão redução de taxas para acesso a energia e em serviços de transportes, assistência médica gratuita, redistribuição de livros escolares e uma campanha de vacinação contra o cólera. A imunização é necessária em razão de um surto decorrente da passagem do ciclone. As autoridades sanitárias do país confirmaram um surto da doença. Além dos casos de mortes, há muitas pessoas com diarreia, um dos sintomas principais. (Com Agência Brasil)