Cadela atropelada em João Monlevade é operada e pode voltar a andar
A cadela atropelada duas vezes por um motorista em João Monlevade, em março deste ano, ganha agora uma nova oportunidade de voltar a andar. De acordo com a Associação Cãopanhia do Bem, a cadela teve “destruída” as duas patas traseiras, o fêmur de uma, tíbia e fíbula de outra. Nesta sexta-feira, 19 de abril, a […]
A cadela atropelada duas vezes por um motorista em João Monlevade, em março deste ano, ganha agora uma nova oportunidade de voltar a andar. De acordo com a Associação Cãopanhia do Bem, a cadela teve “destruída” as duas patas traseiras, o fêmur de uma, tíbia e fíbula de outra. Nesta sexta-feira, 19 de abril, a ONG anunciou que a cadela, agora chamada de Maria Tereza, foi operada por um ortopedista em Belo Horizonte.
O caso aconteceu na tarde de um domingo, na saída do estacionamento externo de um hipermercado. O motorista de um Fiat Argo teria passado em cima do animal duas vezes com o veículo e deixado o local sem prestar socorro. A cadela foi internada sob tutela da ONG em uma clínica veterinária em João Monlevade. Devido a complexidade do caso, a Cãopanhia do Bem iniciou uma campanha para arrecadar recursos e levar ao animal para ser operado em Belo Horizonte.
“Nós conseguimos! Gratidão a todos que colaboraram para que Maria Tereza volte a andar. Ela foi operada por um ortopedista em Belo Horizonte. Cirurgia extremamente delicada em virtude do estrago causado pelo homem que a atropelou. ‘Sem querer’ ele destruiu suas duas patas. Fêmur de uma, tíbia e fíbula de outra. Foram dias difíceis, sofrimento para Maria, angústia para nós voluntárias. Mas, como o bem é maior do que a crueldade, vencemos!”, informou a ONG através das redes sociais.
Maria Tereza vivia nos arredores do hipermercado e era conhecida por funcionários e clientes. As pessoas que testemunharam o atropelamento acionaram a Polícia Militar e voluntárias da Associação Cãopanhia do Bem.
A ONG chamou atenção ainda para que novos casos de atropelamento de animais e omissão de socorro, o que é considerado crime de maus tratos de acordo com a lei federal 9.605/1998. Em dezembro do ano passado o Governo de Minas Gerais regulamentou a lei que pune os praticantes de maus-tratos contra os animais no estado. Pelas regras, quem maltratar um animal está sujeito a multa de até R$ 3 mil. Além disso, o agressor não está livre das sanções penais.
“Estejamos atentos. Anotem placas, divulguem, denunciem. Atropelamentos podem ocorrer, mas não socorrer é crime, além de uma demonstração clara de falta de compaixão”, declarou a Associação Cãopanhia do Bem que pretende alterar seu estatuto de forma que seja possam buscar na Justiça a punição para quem cometa crimes contra os animais.




