Preço do balhacau está 20% mais “salgado” na Quaresma deste ano em Itabira
A tradicional bacalhoada preparada na Sexta-feira Santa é uma das opções típicas da culinária para a Quaresma, mas em Itabira o preço no mercado está, em média, 20% mais caro nesta época do ano. O bacalhau, peixe importado da Noruega e da Islândia, teve o preço reajustado. Levantamento feito pela reportagem registrou que o quilo do […]

A tradicional bacalhoada preparada na Sexta-feira Santa é uma das opções típicas da culinária para a Quaresma, mas em Itabira o preço no mercado está, em média, 20% mais caro nesta época do ano.
O bacalhau, peixe importado da Noruega e da Islândia, teve o preço reajustado. Levantamento feito pela reportagem registrou que o quilo do bacalhau tipo saithe estava em R$ 29,08 no ano passado, agora custa R$ 34,90. De acordo o varejista em Itabira Deivison Torres, um dos fatores que podem ter impactado no preço do pescado é a alta do dólar. Considerando essa variável, o valor da moeda subiu cerca de 16%. Média de R$ 3,26 no primeiro trimestre em 2018 para R$ 3,79 em 2019.

Para o também varejista Evandro Lazzarin, apesar do aumento do preço do peixe, a expectativa é que, durante a Semana Santa, o valor do quilo do bacalhau caia de R$ 34,90 chegando até R$ 28,90 para o tipo saithe. “Esse comportamento é comum nesta época do ano. Antes da Semana Santa os preços estão mais altos até para comprarmos, então o valor sobre e depois volta a cair”, explica.
Segundo pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Mercado Mineiro no final de fevereiro, em Belo Horizonte, mais importante do que a alta no preço do bacalhau é a variação no preço de um estabelecimento para outro, o que indica que o consumidor precisa pesquisar antes de comprar. No levantamento feito pelo instituto, o bacalhau tipo saithe, por exemplo, foi encontrado a R$ 36,90, o valor mínimo do quilo, e até R$ 65,00, uma variação de 76,15%.
Outras opções
Além do aumento da procura por bacalhau nesta época do ano, outros peixes também entraram na lista de compras do consumidor. Uma das opções mais procuradas é o Alasca, conhecido como “peixe tipo bacalhau”. Os peixes congelados como o filé de tilápia também estão na lista de preferências.

Apesar do preço salgado, o bacalhau ainda é a escolha da itabirana Aguida Diniz Pacheco como ingrediente indispensável para os pratos da Semana Santa. “Eu prefiro outros peixes, mas meus filhos adoram. Eu faço uma bacalhoada portuguesa que eu aprendi há muitos anos com a minha cunhada e todos os anos eu faço”, conta Aguida. O segredo da receita tradicional da família é intercalar pedaços do peixe com rodelas de batata e acrescentar muita azeitona, pimentão, tomate e cebola. “Para finalizar eu faço um molho, como tempero, bem suculento. Coloco azeite, alho e pimenta do reino e levo ao fogo ou no forno”, indica.
A penitência de não comer carne vermelha durante a quarta-feira de cinzas, na semana santa e quaresma é pregada há mais de 500 anos pela Igreja Católica. Na crença, não é recomendado comer “carne” de animais de sangue quente, que são aves e mamíferos (então inclui o frango, a carne de porco e de vaca). O peixe considerado de sangue frio está liberado.