Risco de rompimento de barragem leva Vale a retirar idosos e acamados de casa

Uma equipe multidisciplinar, formada por bombeiros, policiais militares e agentes da Defesa Civil Estadual e Municipal realiza uma força-tarefa neste sábado, 18 de maio, para tentar a retirada de casa de 26 pessoas com dificuldade de locomoção em Barão de Cocais. A medida é preventiva, e apontada como alternativa diante a  movimentação no talude Norte […]

Risco de rompimento de barragem leva Vale a retirar idosos e acamados de casa
|Foto: Thamires Lopes/DeFato Online

Uma equipe multidisciplinar, formada por bombeiros, policiais militares e agentes da Defesa Civil Estadual e Municipal realiza uma força-tarefa neste sábado, 18 de maio, para tentar a retirada de casa de 26 pessoas com dificuldade de locomoção em Barão de Cocais. A medida é preventiva, e apontada como alternativa diante a  movimentação no talude Norte da Mina de Gongo Soco e possível rompimento da barragem Sul Superior. Estas pessoas serão encaminhadas para hotéis ou casas alugadas que serão custeados pela Vale.

A informação foi dada pelo coordenador adjunto da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, tenente-coronel Flávio Godinho Pereira, em entrevista coletiva na noite desta sexta-feira, 17 de maio, em Barão de Cocais. Segundo ele, foram identificadas 26 residências com um total de 15 cadeirantes e 11 acamados que vivem nas zonas secundárias. Caso aceitem deixar suas casas, todo o núcleo familiar também poderá ser levado para os hotéis, incluindo os animais de estimação.

“Vamos de casa em casa entrevistar essas pessoas e saber se elas têm interesse de ir para outro local, para hotel ou casa alugada. Tudo isso custeado pela Vale”, comentou Flávio Godinho. Essa é uma das ações que serão realizadas na manhã deste sábado, antes do simulado de rompimento de emergência.

Abastecimento de água

O risco iminente de rompimento da barragem Sul Superior da Mina do Gongo Soco, com o consequente comprometimento do rio São João, leva as autoridades locais a pensarem em alternativas para garantir o abastecimento de água na cidade. Um plano de contingência para abastecimento de água, em caso de rompimento da barragem, foi desenvolvido.

Uma das alternativas é utilizar a água do rio Castro, um manancial ainda não explorado para esta finalidade. Outra possibilidade é recorrer a poços artesianos. “Não terá um impacto imediato para a população de Barão de Cocais, em função da captação de água poder ser feita em outro local. O plano já está traçado”, disse Flávio Godinho.

O rio São João é um dos principais responsáveis pelo abastecimento do município. A bacia hidrográfica da cidade também é composta pelo rio Conceição, o córrego São Miguel e o rio Una. Os quatro cursos d’água desembocam no rio Doce, que já sofreu um dos maiores danos ambientais do país em 2015, com o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana.

Rio São João fica comprometido em caso de rompimento da barragem Sul Superior. Foto: Thamires Lopes/DeFato Online