Barão de Cocais cobra da Vale maior precisão da área de mancha em caso de rompimento de barragem
Autoridades políticas de Barão de Cocais cobram da Vale mais precisão sobre a área de mancha caso a barragem Sul Superior da Mina de Gongo Soco se rompa. Vereadores do município estiveram reunidos na manhã desta quinta-feira, 23, com representante da mineradora e da Defesa Civil do Estado, na Universidade Aberta do Brasil (UAB), onde funciona […]
Autoridades políticas de Barão de Cocais cobram da Vale mais precisão sobre a área de mancha caso a barragem Sul Superior da Mina de Gongo Soco se rompa. Vereadores do município estiveram reunidos na manhã desta quinta-feira, 23, com representante da mineradora e da Defesa Civil do Estado, na Universidade Aberta do Brasil (UAB), onde funciona o posto de comando, para discutir e cobrar respostas sobre a situação do município. Dentre as principais reivindicações estão a comunicação mais aberta com a comunidade e a atualização da área de mancha em caso de rompimento da barragem Sul Superior.
O risco de a estrutura se romper está iminente depois que a mineradora anunciou, na semana passada, que um talude da cava superior da mina está deslizando e deve se romper por completo até o próximo sábado, dia 25. O novo relatório de análise de risco, “dam break”, feito pela mineradora considera o pior cenário, o rompimento da barragem em um dia chuvoso. A lama atingiria até 50 km/h e chegaria a Barão de Cocais, Santa Bárbara e São Gonçalo do Rio Abaixo, atingindo 10 mil pessoas.
“A Defesa Civil Municipal recebeu o documento e está estudando esse laudo. A Vale fala em estudo hipotético, onde 100% do rejeito escoasse da barragem, o que é praticamente impossível. Em Brumadinho mesmo – onde uma barragem se rompeu em 25 de janeiro-, cerca de 25% dos rejeitos não escoaram”, declarou o prefeito de Barão de Cocais, Décio dos Santos. Segundo o chefe do Executivo municipal, o cenário no novo relatório altera muito pouco em Barão de Cocais. “Continuam os mesmos pontos de encontro”, afirmou.
A vereadora Marisa Lopes (PTB), que é também moradora de área de risco, disse que a é preciso que a Vale apresente um estudo de rompimento de barragem em dia comum, para que seja comparado com o relatório atual. “O estudo leva em consideração o pior cenário de rompimento, em dia chuvoso. Queremos um outro levantamento, em condições normais, para que possa ser comparado e, assim, proporcione mais tranquilidade à população”.
Para o vereador Onésio de Lima (PDT), falta uma atuação mais efetiva da mineradora em relação aos moradores ribeirinhos. “As pessoas estão em casa, crianças e professores nas escolas e eles não têm a menor ideia do que a queda desse talude pode causar à barragem e consequentemente à cidade. Os cocaienses estão apreensivos”, disse.
A reunião ordinária da Câmara de Barão de Cocais acontece às quintas-feiras e hoje, em especial, o assunto principal da Casa deve ser o risco iminente de rompimento da barragem e o agravamento da situação com a possível queda do talude.