Caminhões pipa devem abastecer Barão de Cocais em caso de rompimento da barragem. Veja vídeo!
O risco iminente de rompimento da barragem Sul Superior da Mina do Gongo Soco, em Barão de Cocais, com o consequente comprometimento do rio São João, leva as autoridades locais a pensarem em alternativas para garantir o abastecimento de água na cidade. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra vários caminhões pipa estacionados no […]
O risco iminente de rompimento da barragem Sul Superior da Mina do Gongo Soco, em Barão de Cocais, com o consequente comprometimento do rio São João, leva as autoridades locais a pensarem em alternativas para garantir o abastecimento de água na cidade. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra vários caminhões pipa estacionados no pátio do Posto 65, na BR-381, próximo a Bom Jesus do Amparo.
Segundo informações, estes veículos estocam água, seguindo orientações da Vale, para abastecer Barão de Cocais em caso de rompimento da barragem. “Não estou ciente desses caminhões pipa por parte do município, mas a Copasa garantiu ao município que o abastecimento na cidade não será afetado. A Vale prometeu deslocar cerca de 40 caminhões pipa para caso ocorra o rompimento”, disse o prefeito de Barão de Cocais, Décio Geraldo dos Santos (PV).
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A situação preocupa não só no município que sedia a estrutura da Vale, mas também em cidades vizinhas que teriam o abastecimento de água comprometido. De acordo com o Comitê da Bacia Hidrográfica (CBH) do Piracicaba, até 500 mil pessoas poderiam ser afetadas em caso da onda de rejeitos atingir a bacia que se estende por 240 quilômetros em Minas Gerais.
De acordo com o que já foi projetado pelos órgãos de segurança, um possível rompimento da barragem em Barão de Cocais primeiro atingiria o rio São João, que corta o município. Depois, a lama de rejeito seguiria para o rio Santa Bárbara, que por sua vez deságua no rio Piracicaba. O destino final, mais uma vez, seria o rio Doce, afetado há três anos pelo desastre de Mariana. A Vale afirma, no entanto, ter um plano para conter os rejeitos na região de São Gonçalo do Rio Abaixo.
Veja vídeo: