Dossiê da UFMG propõe tombamento de distrito destruído por rompimento de barragem em Mariana
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) anunciou nesta quinta-feira (30) ter recebido um dossiê elaborado pela Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) propondo o tombamento da região do distrito de Bento Rodrigues, que foi devastado na tragédia de Mariana (MG), em novembro de 2015. No episódio, o rompimento de uma […]
Um dos debates gira em torno da necessidade de preservação da história do rompimento da barragem. Há iniciativas semelhantes no mundo como o Memorial do Holocausto erguido em Berlim, na Alemanha, que busca lançar um alerta para que tragédia similar não se repita. A decisão, porém, deve levar em conta os interesses dos atingidos, uma vez que há um acordo para que eles mantenham a posse de seus terrenos devastados, mesmo recebendo uma nova casa nas comunidades que estão sendo reconstruídas pela Fundação Renova, entidade que foi criada para reparar os danos da tragédia usando recursos financeiros da Samarco e de suas acionistas Vale e BHP Billiton.
No final do ano passado, um integrante da comissão dos atingidos chegou a manifestar alguns receios com o tombamento . “Se futuramente acharmos coisas que nós perdemos, fica mais complicado para tirar. Vai precisar de autorização”, disse José do Nascimento de Jesus, conhecido como Zezinho do Bento. Na ocasião, a presidente do Compat, Ana Cristina de Souza Maia, considerou natural esse tipo de preocupação, que deve ser dissipada ao longo do processo. “É importante destacar que todo o limite, alcance e restrição do tombamento deve ser definido pelo conselho a partir da oitiva dos atingidos.” (Agência Brasil)
