Campanha alerta para a importância da prevenção a incêndios

Ação destaca importância do papel da população para prevenir o fogo nas áreas florestais

Campanha alerta para a importância da prevenção a incêndios

Em meio ao período seco, em que é mais frequente a ocorrência de queimadas, o governo de Minas lança campanha para prevenção a incêndios florestais. Com o tema, “Basta de Tragédia: além da mata, incêndios queimam histórias de vida”, as peças publicitárias visam sensibilizar a população para os impactos do fogo criminoso e para a importância do papel de todos nesse trabalho.

Dados do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema) mostram que, até o momento, as ocorrências relacionadas ao fogo estão dentro da média histórica registrada nas unidades de conservação do estado. O atual momento é classificado como período seco. Esta é a época do ano de maior número de casos de incêndios e de área atingida pelo fogo, situação que persistirá até o retorno consistente das chuvas, normalmente a partir da segunda quinzena de outubro.

Em Itabira, do dia 1º de abril até o dia 31 de julho, o Corpo de Bombeiros registrou 76 ocorrências de incêndio. Só em julho, foram 48 atendimentos, o que dá uma média de 1,54 ocorrências por dia.

“Importante lembrar que os números são dinâmicos, mas esses indicadores são positivos e a expectativa é de que a área queimada fique abaixo da média histórica nesse período de estiagem. Ainda assim, temos de estar sempre de prontidão”, afirma o secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Germano Vieira.

Os focos de calor são definidos como o ponto quente detectado via satélite, em qualquer forma de vegetação. Um foco de calor não é necessariamente um incêndio florestal (pode ser uma queima autorizada, por exemplo). Os focos de calor são disponibilizados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Eles são indicativos dos incêndios, mas não podem ser usados para avaliar o impacto do fogo em relação à sua área e sua quantidade. Ainda, referem-se a todo o território do estado e não às unidades de conservação estaduais.

Brigadistas e voluntários

Órgão do Sisema, o Instituto Estadual de Florestas (IEF) conta com 278 brigadistas que são contratados temporariamente para reforçar os efetivos em unidades de conservação de todo o território mineiro. Mesmo as unidades que não recebem esse reforço, contam com brigadistas de outras áreas que podem ser direcionados para atividades preventivas e de combate.

Consequências

Os incêndios florestais afetam o meio ambiente, comprometendo a qualidade do solo, da água, da vegetação e do ar. Além disso, sua fumaça é tóxica e agrava doenças respiratórias. O fogo pode ainda secar nascentes e reduzir a disponibilidade de água potável. Ao atingir casas, plantações e rede elétrica, traz também enormes prejuízos econômicos para as famílias e para o Estado e, pior, coloca em risco a vida das pessoas.

“Por mais que o Governo se esforce para conter os incêndios, é preciso que a sociedade entenda que a mudança está em suas mãos. O maior ganho não está em combater com elevada eficiência, mas em evitar que os incêndios aconteçam. Nessa época do ano, todo manuseio de fogo próximo à vegetação é perigoso e pode se tornar um incêndio. A queima de lixo, de vegetação às margens de rodovias, a limpeza irresponsável de pastagens, ou mesmo a intenção de causar impactos ao meio ambiente precisam ser entendidas pela sociedade como danosas. O protagonismo na contenção dos incêndios é de toda a sociedade”, alerta Germano Vieira.

Orientações da campanha 2019

  • não fazer queimadas sem autorização;
  • não jogar pontas de cigarro nas estradas;
  • não queimar lixo próximo à vegetação;
  • não usar fogo para a limpeza de terrenos e pastagens;
  • ter cuidado para manejar foguetes e fogos de artifícios.

Em caso de queimadas, o Corpo de Bombeiros ou a Força Tarefa Previncêndio, devem ser avisados por meio dos números 193 ou 0800-283 23 23.