“Jornal Rompendo a Lama” será lançado em Itabira neste sábado
Publicação busca contribuir para a conscientização e a defesa dos direitos das pessoas ameaçadas por barragens de rejeitos de mineração

O jornal “Rompendo a Lama” será lançado em Itabira (região Central de Minas Gerais), neste sábado, a partir das 15h, na praça Acrísio. O objetivo da publicação é contribuir para a conscientização e a defesa dos direitos das pessoas ameaçadas por barragens de rejeitos da mineração. A edição terá um encarte produzido pelo Comitê Popular dos Atingidos pela Mineração de Itabira e Região.
A publicação “Rompendo a Lama” foi realizada pelo Movimento pelas Serras e Águas de Minas – MoSAM com o apoio do Fundo Socioambiental Casa e do Instituto Guaicuy. Além do jornal impresso, as entidades destacam as ações de conscientização e criação de peças de comunicação virtual para informar, por meio das redes sociais, os graves impactos da mineração em Minas Gerais.
A publicação também tem como meta informar sobre a localização de barragens de rejeitos e sua proximidade com comunidades e cursos de água; divulgar os direitos socioambientais frente à ameaça das barragens de rejeitos; alertar sobre os impactos e mitos da mineração e barragens de rejeitos; denunciar impactos e violações de direitos socioambientais promovidos pela mineração e fortalecer os movimentos de resistência à mineração.
Tiragem
O jornal, em formato tabloide, terá tiragem de 20 mil exemplares. O caderno principal com oito páginas vai trazer matérias que alertam sobre impactos comuns a todas as regiões vizinhas às barragens por meio de mapas, infográficos, linha do tempo a partir do rompimento em Brumadinho e conteúdos que denunciam o terrorismo de barragens e as consequências da lama invisível sobre as pessoas e o ambiente. A publicação traz também informações sobre o risco que a mineração causa ao direito à água e a importância da mobilização das comunidades que resistem à ação das mineradoras na defesa de seus territórios.
Os encartes regionais apresentam as principais questões que afetam as comunidades locais vizinhas às barragens de rejeitos e foram produzidos de maneira colaborativa. Foram realizados encartes para dar voz às questões vivenciadas pela população em dez regiões: Nova Lima e Itabirito; Barão de Cocais, Santa Bárbara e Rio Piracicaba; Raposos, Sabará, Rio Acima e Caeté; Conceição do Mato Dentro, Dom Joaquim e Alvorada de Minas; Itabira e Santa Maria de Itabira; Congonhas e Belo Vale; Brumadinho, Sarzedo e Ibirité; Norte de Minas e Paracatu; Mariana e Catas Altas; Araxá, Tapira e Patrocínio.
“O principal impacto na vida dos leitores do jornal Rompendo a Lama será adquirir conhecimento sobre uma temática da qual sempre houve uma blindagem ou grave omissão de informações e que agora, com a abertura da ‘caixa preta’ sobre barragens de rejeitos de mineração, se configura como gravíssima ameaça à vida e ao meio ambiente”, explica a ambientalista Maria Teresa Corujo, do Movimento pelas Serras e Águas de Minas (MovSAM).