Dada como desaparecida, monlevadense de 12 anos pode ter sido vítima de estupro
Menina teria sido levada para um hospital por um homem de 29 anos, com quem estaria se relacionando, devido a complicações ao abortar
O caso da garota de João Monlevade, de 12 anos de idade, que foi dada como desaparecida após sua mãe registrar Boletim de Ocorrência, no último dia 14, teve uma grande reviravolta. Agora, a mãe da garota pode responder por falsa comunicação de crime. Um homem de 29 anos, com quem a garota teria um relacionamento, poderá responder por estupro.
É que, conforme apurado pela reportagem, a menina na verdade não estaria desaparecida, mas, sim, internada em um hospital em Itabira devido a complicações de um aborto. Segundo investigações preliminares, ela foi para a casa de saúde acompanhada desse homem. O Conselho Tutelar de Itabira acionou o Conselho Tutelar em João Monlevade e a Polícia Civil.
Segundo a primeiro relato da mãe da garota à polícia, a menina havia para a casa da avó no dia 14 de setembro, saindo de lá à noite e desde então não foi mais vista. A mãe afirmou suspeitar de um homem de 25 anos que estaria se relacionando com a menina. O suspeito, segundo ela disse à polícia, também não teria sido mais visto na comunidade desde então, Ela só teria ficado sabendo do relacionamento após o desaparecimento da filha.
Mas há outros pontos investigados pela polícia. A suspeita é que a mãe da garota soubesse do seu paradeiro e teria feito falsa comunicação de crime. A Polícia Civil investiga se a mãe registrou ocorrência após ter sido comunicada da situação da filha, em Itabira. O namorado da garota responderá por estupro, baseado no artigo 217 do Código Penal, que prevê pena de oito a 30 anos, já que configura corrupção de menores e estupro de vulnerável, por se tratar de menor de 14 anos. A polícia segue no caso.




