Vereadores voltam a questionar “fábrica de multas” em Monlevade
Já foram arrecadados mais de R$630 mil em multas, valor quase quatro vezes acima do estimado
Os vereadores da Câmara de João Monlevade voltaram a questionar as multas aplicadas pelo Setor de Trânsito e Transporte (Settran). Os edis suspeitam de uma espécie de “fábrica de multas” por parte do órgão. O assunto chegou a ser levantado na reunião ordinária do Legislativo, pelo vereador Pastor Carlinhos (MDB) no dia 25 de setembro, mas foi negado pelo chefe do setor, Brenno Lima. Pastor destacou que havia recebido questionamentos sobre a quantidade de multa emitida pelo Settran.
A volta dos questionamentos foi motivada pelos números apresentados pela Prefeitura na audiência pública de Gestão Fiscal do 2º quadrimestre de 2019, que ocorreu na manhã desta segunda-feira (30), na Câmara Municipal. Conforme apresentado, estava previsto a arrecadação de pouco mais de R$163 mil em multas. Contudo, até então foram arrecadados mais de R$630 mil, ou seja, quase quatro vezes o valor previsto.
O primeiro vereador a questionar o fato foi Gentil Bicalho (PT). Ele denominou o fato de “indústria da multa”. O presidente da comissão de Finanças e Orçamento, Guilherme Nasser (PSDB), também chamou atenção para os valores. Já o líder do Governo na Câmara, Sinval Dias (PSDB), destacou que a multa é aplicada em quem infringe a lei. “Eu mesmo fui multado três vezes de dezembro até hoje por falar ao celular enquanto dirigia. Agora aprendi. Meu telefone pode tocar o quanto quiser, que não atendendo mais se estiver ao volante”, exemplificou Sinval.




