Margarida não paga produção do SUS aos médicos desde março, afirma vereador
Provedor garante que primeira parcela referente ao atraso será paga até semana que vem
O Hospital Margarida não repassa aos médicos o pagamento referente aos atendimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) desde março deste ano. A denúncia foi feita pelo vereador Guilherme Nasser (PSDB), durante reunião ordinária desta quarta-feira (2). Segundo Nasser, o prazo que o hospital tem para repasse do valor aos médicos é de três meses, e os pagamentos não são feitos desde março.

A fala do vereador preocupou os demais edis, em especial os da Comissão de Saúde. Toninho Eletricista (PHS) e Belmar Diniz (PT) se prontificaram a reunir com a administração da casa de saúde para verificar o que está acontecendo. Isso porque, segundo Guilherme, o repasse da produção vem sendo depositado na conta da Prefeitura e repassado ao hospital. Contudo, o pagamento não chegou aos médicos.
Toninho Eletricista, que é presidente da comissão, afirmou ter entrado em contato com o provedor do Margarida, José Roberto Fernandes, e esse colocou-se à disposição para conversar sobre a questão. “Não quero polemizar, mas o provedor disse que quem fez a denúncia não foi ao hospital. Ele se colocou à disposição para conversar com os vereadores”, destacou. Neste momento, Guilherme reiterou que a produção não vem sendo paga aos profissionais de saúde. “Não vou frequentemente ao hospital, mas as informações chegam a mim e enquanto vereador é preciso que investiguemos. Faço questão de ir ao hospital, junto com a comissão”, destacou Nasser.
O líder do Governo, Sinval Dias (PSDB), pediu mais compreensão aos médicos, afirmando que os atrasos são devido à crise financeira. O vereador ainda afirmou que se nas empresas podem acontecer atrasos, não se pode culpar o hospital. “Os médicos são ricos, conseguem segurar”, afirmou o edil.
Parecer do provedor

A DeFato ouviu o provedor do Margarida. Segundo José Roberto, a primeira parcela referente ao atraso será paga até semana que vem. “Isso ocorre devido aos atrasos do Governo Estadual, que se arrasta desde 2016, somando quase 5 milhões de reais. Acho que devemos somar forças em busca do nosso direito junto ao estado para podermos honrar nossos compromissos junto aos médicos e aos nossos fornecedores”, declarou o provedor.




