Presidente do Saae de Itabira afirma que não há ar na rede hidráulica
Leonardo Lopes alertou ainda sobre o uso de aparelhos “bloqueadores de ar”
O presidente do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Itabira, Leonardo Lopes, esteve na Câmara de Vereadores nesta quinta-feira (17) para explicar supostos casos de ar na rede hidráulica. Segundo ele, não existe nenhum estudo técnico no Brasil ou no mundo, que comprove isso.
“A rede de distribuição geralmente normalmente trabalha carregada. Neste momento o ar que existe é o que está na água. Nos momentos de escassez de água, quando existe o esvaziamento da rede, cria-se um ar inicial que realiza dois movimentos: o de ir e o de voltar. O hidrômetro é preparado para receber essa variação do ar para mais e para menos. Então, ele evolui e recua. E isso não traz nenhum impacto para o usuário. Isso não é o Leonardo que está falando, é o Inmetro [Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia]”, explicou o presidente do Saae.
Ele comentou ainda a respeito dos “bloqueadores de ar”, aparelhos que prometem redução nos valores das contas de água. O bloqueador pode ser encontrado em lojas de materiais para construção ou na internet a preços de R$ 16 a R$ 59,90. Segundo Leonardo Lopes, os aparelhos não têm selo do Inmetro e não cumpre o anunciado na embalagem.
“A gente vê no Fantástico, no Youtube, WhatsApp, vários vídeos que falam para usar um tal de bloqueador de ar. Esse aparelho foi testado no Inmetro, alguns fabricantes, e nenhum é aprovado no Brasil. Conforme a regulamentação do Inmetro determina, não pode ter nenhuma intervenção antes do hidrômetro”, frisou.
Além disso, o presidente da autarquia alertou para outro aspecto ainda mais grave, que diz a respeito da contaminação. “É um orifício para tirar o suposto ar, mas que está exposto a bactérias e vírus. Então, você contamina a água”, ponderou.
Prestação de contas
Leonardo Lopes expôs também sobre os aspectos da prestação dos serviços, esboço de diagnóstico, principais realizações dos últimos anos, desafios e perspectivas. No início do atual governo, segundo ele, o Saae levava até 5 anos para fazer uma ligação nova na rede hidráulica. Hoje, o prazo gira em média de 30 a 40 dias. A perspectiva é conseguir fazer o serviço em até 15 dias.
Contudo, para cumprir esse prazo é necessário que haja viabilidade técnica, conforme resolução que determina as operações do Saae. O órgão é obrigado a fazer extensão de rede na área urbana até 25m e na zona rural até 50m. Quando extrapola esses limites não há viabilidade técnica. Nesses casos o consumidor tem que entrar com participação na obra.





