Brasileirão 2019: um empate, uma derrota e duas frustrações

Cruzeiro não aproveita superioridade e permanece na zona de rebaixamento; Atlético joga mal e vê Libertadores não passar de um discurso

Brasileirão 2019: um empate, uma derrota e duas frustrações
Imagem ilustrativa

CRUZEIRO 1 X 1 FORTALEZA

Todo mundo espera alguma coisa de um sábado à noite. Principalmente os cruzeirenses esperavam: uma vitória acompanhada da saída da zona de rebaixamento. E não era nada demais pedir isso a Abel Braga e seus comandados, em casa, diante do Fortaleza, que, em nenhum momento da partida, mostrou ser de fato uma fortaleza. 

Quem por ventura queria um jogo tecnicamente muito bom também acabou se decepcionando. A partida, definitivamente, não foi das melhores, mas o Cruzeiro foi melhor, teve mais volume de jogo, com mais chances criadas, como confirmam as estatísticas da partida:

Cruzeiro foi superior ao Fortaleza na maioria dos fundamentos – Foto: reprodução footstats.net

O gol de Orejuela premiou a equipe mais aguerrida em campo. A bem da verdade, o gol que demorou a sair. Seria cômico, se não fosse trágico, que o empate é que saiu rápido demais. Para piorar, saiu dos pés de um velho conhecido. A “Lei do Ex”, infalível que só ela, atacou novamente, e Wellington Paulista, do jeito que deu, aproveitou a chance, que teve origem num passe errado (e medonho) de Egídio. 

Orejuela comemora seu primeiro gol com a camisa estrelada – Foto: Bruno Haddad/Cruzeiro

Todos os concorrentes diretos do Cruzeiro tropeçaram na rodada. Vencer o Fortaleza significaria empatar com a própria equipe cearense no número de pontos. Significaria deixar o Z-4 após nove rodadas dentro dela. Na entrevista coletiva concedida após o jogo, Abel Braga disse que “foi uma tabela que não mudou nada”. Aí é que tá, Abel! Tinha que mudar!

SÃO PAULO 2X0 ATLÉTICO 

O empate parcial pelo placar de 0 X 0 na primeira etapa foi lucro para o Atlético. Tudo o que o São Paulo mais queria, o Galo ofereceu: posse da bola e espaço para trabalhá-la. Ficou muito claro que Vagner Mancini orientou seus jogadores a primarem pelo contra-ataque. Ficou ainda mais claro que a equipe não esteve nem perto de incomodar os donos da casa por meio dessa estratégia. 

Bastou um pouco mais de organização e onze minutos para o São Paulo, na volta para a segunda etapa, com extrema facilidade, construir o placar do jogo. O Tricolor Paulista apenas sentou em cima da vantagem e esperou o Atlético, como quem espera por quem não vai chegar. 

Igor Gomes comemora o primeiro gol do São Paulo na partida. Foto: globoesporte.com

Desde que chegou à Cidade do Galo, foi a primeira vez que Mancini teve uma semana cheia para treinar, sem jogos no meio da semana. Há exatos 31 dias atrás ele deixou o cargo de coordenador técnico do São Paulo. Esperar um desempenho melhor e um conhecimento maior sobre00 o adversário não era esperar demais. Era?

Com mais esta para o São Paulo, o Atlético chegou à 13ª derrota na competição. Apenas uma a menos do que o 18º colocado CSA. Com números de um virtual rebaixado, falar em classificação para Libertadores é tipo a atuação do time na partida: injustificável. 

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Leandro Colombo

Por Leandro Colombo, graduando em Jornalismo, comentarista esportivo da Rádio Itabira AM 770

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