Comitê Popular realiza “Dia do Rejeito” pela primeira vez em Itabira

O protesto unificado aconteceu em diversas cidades de Minas Gerais para lembrar os 4 anos do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana; ato também retomou discussões sobre os impactos trazidos pela mineração

Comitê Popular realiza “Dia do Rejeito” pela primeira vez em Itabira
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O Comitê Popular dos Atingidos pela Mineração realizou pela primeira vez o “Dia do Rejeito” em Itabira. Nesta terça-feira, 5 de novembro, data em que se completa 4 anos do rompimento da barragem de Fundão em Mariana, membros do movimento popular itabirano protestaram em prol da causa.

Na Praça Acrísio, faixas foram pregadas e panfletos foram distribuídos com informações sobre a tragédia, que aconteceu em 2015. Reivindicações do comitê e discussões em torno dos impactos trazidos pela mineração também fizeram parte do texto. Portanto, o ato de caráter estadual e unificado aconteceu em diversas cidades de Minas Gerais.

Foto: Carol Vieira/ DeFato

De acordo com um dos membros do Comitê, Leonardo Ferreira Reis, a ação na praça teve como objetivo promover a conscientização da população. Segundo ele, é muito importante trazer o debate para o cenário de Itabira.

“Estamos em um momento crítico na cidade. Uma audiência pública foi marcada para a primeira quinzena de dezembro para discutir sobre o simulado, que aconteceu na cidade, e outras questões relacionadas a mineração. Nós não queremos uma audiência feita de qualquer jeito. É necessário que a discussão seja feita em um local acessível para a população e que comporte um grande público. Outra demanda é ter o apoio do poder público. Para assim, viabilizar a infraestrutura e logística, para que essa audiência seja a mais democrática possível”, disse Leonardo.

Protesto

Tuani Guimarães, também integrante do Comitê,  afirmou que o ato foi simbólico em resposta ao crime socioambiental da Samarco, que devastou o subdistrito de Bento Rodrigues, em Mariana. Ademais, Tuani disse que o protesto também foi momento para “rejeitar” problemas de Itabira. Ela apontou alguns, como a falta de água na cidade, a situação precária dos trabalhadores da mineração, entre outros.

Além disso, dando continuidade as discussões sobre o dia 5 de novembro, no dia 20, o Comitê irá organizar outro momento de debates no Espaço Quarta Arte, na Unifei.