Implantação de escola cívico-militar em Itabira é tema de audiência pública

Escola Municipal Marina Bragança de Mendonça seria a escolhida

Implantação de escola cívico-militar em Itabira é tema de audiência pública
Escola Municipal Marina Bragança de Mendonça, no bairro Santa Marta – Foto: Divulgação/PMI
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Acontece no próximo dia 10 de dezembro uma audiência pública para discutir a implantação de uma escola cívico-militar na rede pública municipal de ensino em Itabira. A informação foi dada pelo vereador André Viana Madeira (Podemos) nesta terça-feira (12), durante a reunião ordinária da Câmara. A implementação desse modelo de instituição no ensino básico e médio é um dos principais projetos do governo de Jair Bolsonaro (PSL) para a educação.

O encontro ocorrerá no plenário da Câmara Municipal, às 19h, e deve contar com a presença de deputados ligados ao município. Desde abril, o Legislativo itabirano adotou uma medida de controle da lotação do plenário, limitando a permanência do público em 150 lugares. O controle de acesso é válido para todos os eventos.

O assunto foi levantado pelo vereador, pela primeira vez, em 15 de outubro. Naquela época, à DeFato, a Assessoria de Comunicação da Prefeitura informou que “por ora, este é somente um desejo”. No entanto, a reportagem apurou que a Escola Estadual Marina Bragança de Mendonça, localizada no bairro Santa Marta, seria a escolhida para a implantação da escola cívico-militar. A formalização junto ao MEC não aconteceu e em 2019 não há mais prazo para submeter o pedido à análise. As negociações devem avançar no próximo ano. O nome da escola chegou a ser citado por André Viana nesta terça-feira.

Entenda 

A proposta da escola cívico-militar a ser implementado pelo Ministério da Educação, segundo o governo Bolsonaro, tem o objetivo de melhorar o processo de ensino-aprendizagem nas escolas públicas e se baseia no alto nível dos colégios militares do Exército, das Polícias e dos Corpos de Bombeiros Militares. A proposta é implantar 216 escolas cívico-militares em todo o país, até 2023, sendo 54 por ano.

Os militares atuarão no apoio à gestão escolar e à gestão educacional, enquanto professores e demais profissionais da educação continuarão responsáveis pelo trabalho didático-pedagógico. Participarão da iniciativa militares da reserva das Forças Armadas, que serão chamados pelo Ministério da Defesa. Policiais e Bombeiros militares poderão atuar, caso seja assim definido pelos governos estaduais e do Distrito Federal.