Thiago Neves e Fabrício Bruno acionam Cruzeiro na Justiça

Dupla busca rescisão de contrato na Justiça do Trabalho por atraso no recebimento de salário e FGTS e direito de imagem. Meia pede R$ 16 milhões; zagueiro, R$ 4 milhões.

Thiago Neves e Fabrício Bruno acionam Cruzeiro na Justiça
Thiago Neves cobra cerca de R$ 16 milhões do Cruzeiro e pede rescisão unilateral do contrato – foto: Cruzeiro/divulgação

O meio-campista Thiago Neves e o zagueiro Fabrício Bruno acionaram o Cruzeiro na Justiça do Trabalho. Os atletas pedem a rescisão imediata do contrato, em função de dívidas referentes aos atrasos de dois meses nos pagamentos de salário e FGTS e de sete meses no direito de imagem.

Envolvido em uma série de polêmicas antes do inédito rebaixamento do Cruzeiro e afastado pela diretoria, quando Zezé Perrella ainda era o gestor de futebol da Raposa, Thiago Neves cobra um montante de aproximadamente R$ 16 milhões.

Mesmo terminando o ano em baixa e sendo apontado como um dos responsáveis pelo rebaixamento do Cruzeiro, alguns dirigentes da equipe celeste chegaram a sinalizar uma possível reintegração de Thiago.

O meia, com contrato até o fim de 2020 junto ao Cruzeiro, também chegou a indicar uma possível reaproximação, ao afirmar, numa entrevista ao canal Fox Sports, que estaria disposto a reduzir o salário para jogar a Série B pela Raposa.

Titular em boa parte dos jogos da reta final do Campeonato Brasileiro, o zagueiro Fabrício Bruno, que tem contrato com o Cruzeiro até o fim de 2021, cobra do clube cerca de R$ 4 milhões. O defensor, inclusive, estaria perto de acertar sua transferência para o Celtic, da Escócia.

Com contrato até o fim de 2021, Fabrício Bruno cobra cerca de R$ 4 milhões do Cruzeiro – Foto: Bruno Haddad/Cruzeiro

Além de ter de encarar uma possível onda de processos trabalhistas pela frente, em função da grave crise financeira que assola o clube, o Cruzeiro também enfrenta dias difíceis na parte diretiva.

Wagner Pires de Sá renunciou à presidência do clube, junto ao vice-presidente Hermínio Lopes. O segundo vice-presidente, Ronaldo Granata, que também tem sua saída pedida por conselheiros e grande parte da torcida, no entanto, não sinalizou, até o momento, que pretende renunciar ao cargo.