Delegacia da Mulher em Itabira tem 293 procedimentos concluídos em dois meses
Os dados relacionados à violência doméstica foram apresentados pelos delegados Helton Cota e Amanda Machado

A delegacia da mulher de Itabira teve nos meses de janeiro e fevereiro 293 procedimentos concluídos no que se diz respeito à violência contra a mulher na cidade, cerca de 146 por mês. Os dados foram apresentados à reportagem da DeFato pelos delegados Helton Cota e Amanda Machado.
Em relação aos inquéritos policiais para apurar crimes cometidos em razão da violência doméstica (novas investigações), no ano de 2018 foram 459 registros, em 2019 cerca de 371 e nos dois primeiros meses de 2020 um total de 53 inquéritos instaurados.
Já sobre os procedimentos concluídos em que os autores foram responsabilizados pelos crimes cometidos e colocados à disposição da justiça, em 2018 totalizaram 683 conclusões, 2019 cerca de 475, janeiro e fevereiro de 2020 um número de 211 procedimentos.
De acordo com o delegado regional de Polícia Civil de Itabira, Helton Cota, o número de procedimentos concluídos pela delegacia da mulher em apenas dois meses de 2020 foram expressivos. São considerados procedimentos finalizados os inquéritos concluídos e medidas protetivas expedidas e concluídas.
“A produtividade da delegacia de mulheres de Itabira é excelente. O que temos são números exemplares. Toda equipe da delegacia de mulheres está de parabéns em razão desses dessa alta produtividade”, ressaltou.
Cumprimento de medidas protetivas
A delegada da delegacia da mulher de Itabira, Amanda Machado, informou que no ano passado, cerca de 89% das medidas protetivas em Itabira foram cumpridas. Mas salientou que atualmente o descumprimento da medida é crime e gera consequências severas.
“O descumprimento das medidas protetivas, desde 2018, é considerado um crime específico em caráter de urgência: “Crime de descumprimento de medida protetiva”. O crime acarreta na prisão do investigado, caso ele seja capturado em flagrante delito ou a representação para a decretação da prisão preventiva do investigado”, disse.
Amanda também lembra que as vítimas são orientadas a relatarem sempre o descumprimento da medida protetiva, para que a polícia civil ou militar possa agir conforme a lei.




