Nova perícia é feita no prédio de onde Miguel caiu no Recife
A polícia tem 30 dias para concluir o inquérito
Peritos do Instituto de Criminalística de Pernambuco voltaram ao edifício Píer Maurício de Nassau, no Cais de Santa Rita, no Recife. Na última terça-feira (2), o conjunto residencial de luxo foi palco de uma tragédia que repercutiu por todo o país: a morte do menino Miguel Otávio Santana da Silva, de 5 anos.
No mesmo dia em que Miguel caiu do nono andar, os técnicos identificaram marcas que sugerem que o menino usou a grade de proteção dos equipamentos de ar condicionado para alcançar um parapeito. Há, no local, uma grade amassada. Da segunda vez que estiveram no prédio, os peritos constataram que Miguel tinha altura suficiente para apertar os botões de andares mais altos no elevador. Hoje, eles saíram sem falar com jornalistas. Até o momento, nem o Instituto de Criminalística nem a Polícia Civil se manifestaram sobre a nova perícia. A polícia tem 30 dias para concluir o inquérito.
Relembre
Miguel caiu do nono andar do prédio onde sua sua mãe, Mirtes Renata da Silva, trabalhava. Ele tinha ficado no apartamento, aos cuidados da patroa de sua mãe, Sari Mariana Côrte Real, enquanto Mirtes passeava com o cachorro dos patrões.
Câmeras instaladas no elevador registraram o momento em que Sari deixa o menino no interior de um elevador, parado no quinto andar, no qual Sari mora. Tanto ela, quanto Miguel apertam botões de diferentes andares. Na sequência, com Miguel já sozinho, o elevador sobe e vai parar no nono andar. O garoto deixa o elevador sozinho, abre uma porta e alcança uma área sem redes de proteção. Ali, ele escala a grade que protege equipamentos de ar condicionado e cai de uma altura de 35 metros.




