Escolas particulares de Itabira lamentam prejuízos e cobram informações do poder público

Associação das Escolas Particulares de Itabira alega que tratativas sobre o retorno escolar não incluem as insituições privadas

Escolas particulares de Itabira lamentam prejuízos e cobram informações do poder público
Foto: Agência Brasil
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Com as atividades suspensas há quase 90 dias, donos de escolas particulares de Itabira amargam prejuízos e seguem na incerteza de quando vão poder voltar a funcionar. Os empresários se uniram e criaram a Associação das Escolas Particulares de Itabira (AEPI). A intenção é cobrar do poder público mais informações sobre um possível plano de reabertura das instituições de ensino.

“Vamos protocolar um plano de retorno na Prefeitura na segunda-feira (15), conforme orientação dos vereadores. O que a gente procura não é a reabertura das escolas, seria uma insanidade neste momento. Na verdade, o que reivindicamos é que as escolas particulares sejam incluídas nas informações”, declarou o vice-presidente da AEPI, Ricardo de Jesus Rocha.

Ele alega que todas as tratativas sobre o retorno escolar acontecem em nível estadual ou municipal, sem inclusão das insituições privadas. Ricardo Rocha expõe que, mesmo realizando atividades e dando aulas online, tem sido difícil manter os alunos. 

“A gente não tem uma resposta de quando as aulas vão voltar. Mesmo que eles também não tenham essa resposta, mas está sendo traçado algum plano de retorno para agosto, setembro ou para o ano que vem? Isso está sendo tratado? Pensando nisso, fizemos um plano de retorno com todas as medidas de segurança e saúde que devem ser tomadas pelas instituições”, ponderou o vice-presidente da AEPI.

Uma das proposta é a divisão dos alunos em em dois turnos. Outra sugestão é a separação das turmas no decorrer da semana. Segunda, terça e quarta uma turma. Quinta, sexta e sábado outra turma. Além disso, álcool em gel 70% deve ser disponibilizado aos clientes e colaboradores em todas as áreas das escolas. 

Vice-presidente da AEPI, Ricardo de Jesus Rocha – Foto: Thamires Lopes/DeFato

Ricardo Rocha afirma, ainda, que desde quando a Prefeitura determinou a suspensão das aulas, em nenhum momento, as escolas particulares foram comunicadas. Com o plano a ser protocolado semana que vem, a intenção é “contribuir com o governo”.

“São várias questões das quais nunca fomos procurados ou informados. A gente procura a Secretaria de Saúde e ninguém sabe informar nada. Se procura a Secretaria de Educação, não passam informação para a gente. A reivindicação é que incluam a gente no plano de reabertura, se isso está sendo feito. Se não, que passem a organizar isso. Não que essa reabertura seja amanhã ou depois. Podemos fazer planos para abrir em agosto, mas se chegou em julho e viu que ainda é crescente o número de casos, vamos mudar para setembro, outubro, e assim por diante”, destacou. 

A Associação das Escolas Particulares de Itabira defende o diálogo para que possam trabalhar e os empresários serem pegos de surpresa quando for possível a reabertura. Juntas, as 21 escolas que compõem a AEPI possuem mil empregados diretos e indiretos.

Prefeitura se posiciona

O município de Itabira afirma que segue as diretrizes da deliberação nº 17/2020, do Comitê Extraordinário Estadual Covid-19, instaurado pelo Governo de Minas, que estabelece medidas emergenciais de restrição e acessibilidade a determinados serviços e bens públicos e privados cotidianos, enquanto durar o estado de calamidade pública em decorrência da pandemia do novo coronavírus – Covid-19. 

“Todas as ações devem, obrigatoriamente, seguir as orientações da deliberação estadual. Em caso de ausência de fundamentação técnica ou desconformidade com as normas estaduais, o Ministério Público pode propor medidas administrativas e, eventualmente, judiciais necessárias para a correção dos dispositivos específicos e observância dos marcos legais”, informou em nota a Prefeitura de Itabira.