Mariana tem primeiro “cãodomínio” para abrigar animais de rua

O cãodomínio, que fica próximo ao ginásio ‘Arena Mariana’, foi criado para proteger os animais do frio e conta também com recipientes para ração e água.

Mariana tem primeiro “cãodomínio” para abrigar animais de rua

Uma iniciativa chamou a atenção e ganhou as redes sociais dos moradores de Mariana na última semana. A construção voluntária do primeiro “cãodomínio” da cidade foi entregue e já está em funcionamento. A estrutura que fica próxima ao ginásio ‘Arena Mariana’ foi criada para proteger os animais do frio e conta também com recipientes para ração e água.

Uma das idealizadoras da ação, Camila Costa, conversou com a DeFato Online e contou sobre a concepção do projeto.

“Eu passava naquela região [da Arena] e percebia muitos animais de rua perambulando, sem ajuda. Foi aí que despertou no meu coração a vontade de fazer uma casinha. O principal impasse para a construção era o espaço, que pertencia a prefeitura. Através do Cristiano Vilas Boas, vereador, conseguimos a autorização provisória com a Secretaria de Esporte. A nossa esperança é que eles permitam que continue ali”, relata Camila.

A manutenção do “cãodomínio” está por conta de voluntários da cidade

E o trabalho em equipe continua para que o local permaneça limpo e com água e comida para os cães que estão fazendo uso do abrigo. Camila destaca o empenho dos voluntários para manter o bem estar dos animais. “ Agora, depois da conclusão do projeto, é manter as casinhas limpas, abastecidas com água e ração. Além da observação dos cuidados, para encaminhar a um veterinário caso necessário”.

A ONG IDDA – Instituto de Defesa dos Animais de Ouro Preto e Mariana também abraçou a ação. De acordo com a presidente da organização, Luciana Salles, a conclusão do primeiro “cãodomínio” da cidade só foi possível graças à cooperação de diversos voluntários.

“Fizemos um trabalho de formiguinha, em equipe. Agora vem a parte mais difícil, que é manter o ambiente, monitora-lo em relação à água fresca, comida e a segurança dos animais. Ao mesmo tempo que tem pessoas que gostam, existem as que não simpatizam e elas não podem se achar do direito de fazer qualquer tipo de intervenção contra. Procuramos colocar em um local visível, com câmeras. Temos uma grande incidência de animais envenenados no município e queremos que esse projeto vá para frente, como exemplo de bem estar animal. Que incentive outras cidades e regiões a aderirem e fazer o mesmo”, destaca Luciana. 

A presidente da ONG também lembra que todos os cães estão saudáveis, castrados, vacinados, vermifugados e sendo acompanhados por ‘protetores’. Esses animais também estão disponíveis para adoção. 

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