“Município não cumpriu a lei”, declarou Tonhão sobre casos dos vendedores ambulantes em Monlevade

Tonhão rebateu vereadores em Plenário e teceu duras críticas à Prefeitura de Monlevade

“Município não cumpriu a lei”, declarou Tonhão sobre casos dos vendedores ambulantes em Monlevade
Tonhão (em primeiro plano), rebateu Toninho Eletricista, sobre o caso dos vendedores ambulantes – Foto: Cíntia Araújo/DeFato Online

“O município não cumpriu a lei”. Essas foram as palavras ditas pelo vereador Tonhão (Cidadania), durante reunião ordinária desta quarta (26). A declaração foi sobre os vendedores ambulantes em João Monlevade. No último dia 21, servidores da Prefeitura retiraram os ambulantes das avenidas centrais da cidade. A justificativa dada pelo Executivo foi que estava cumprindo determinação do Ministério Público. No entanto, em imagem compartilhada por ocupantes de cargos comissionados, é replicado um documento em que está escrito “Recomendação 02/2019”.

A revolta de Tonhão ganha reforço pelo fato de ele ser o autor do anteprojeto de Lei que originou o projeto de Lei referente aos ambulantes. Tal projeto foi aprovado no final de 2019. “Muitos pré-candidatos usam de má fé, me culpando. Os vendedores ambulantes estão regularizados hoje porque este vereador teve a coragem de trabalhar por eles”, declarou. Outro vereador que se manifestou foi Guilherme Nasser (MDB). Ele reiterou que a recomendação usada pela Prefeitura é datada de 14 de fevereiro de 2019.  “Utilizam um documento para justificar a ação. Para tirar tem que ter para onde transferir”, disse. Revetrie Teixeira (MDB) e Gentil Bicalho (PT) também criticaram o Executivo. Já Toninho Eletricista (PTB), declarou que alguns camelôs teriam iniciado uma espécie de intriga que motivou a ação envolvendo o Ministério Público.

Tribuna Popular

A presidente do Centro Comunitário do bairro Celeste, Maria de Lourdes Fernandes (Filinha), se manifestou sobre o assunto. Para ela, a forma como a Prefeitura tratou a situação foi arbitrária. É importante destacar que a atividade dos vendedores ambulantes está regulamentada desde 12 de dezembro de 2019. “A lei está em vigor”, disse.

Filinha ainda lembrou do caso envolvendo a jornalista da DeFato, Cíntia Araújo e o assessor de Comunicação da Prefeitura, Thiago Moreira Gonçalves. A jornalista fez representação contra o assessor na Delegacia de Mulheres da Polícia Civil. Os motivos, de acordo com a jornalista, foram as ameaças profissionais feitas contra ela, e ainda, injúria e tentativa de intimidação a ela, por execução de seu trabalho. “Em uma semana a Prefeitura conseguiu desrespeitar várias classes. A dos vendedores ambulantes, a imprensa. Não aceitamos um assessor fazer isso com uma repórter. É preciso que isso seja revisto pela Prefeitura”, destacou ela. Especificamente sobre esta questão, o vereador Revetrie Teixeira se posicionou. “Sempre repudio qualquer desrespeito ao trabalhador. Você tem minha solidariedade Cíntia”, informou ele.