“Não iremos retornar às aulas de imediato”, afirma secretário de educação de Itabira
Em entrevista à DeFato, José Gonçalves explica que esse é um momento de agir com muita cautela

Conforme, noticiado pela manhã, o Governo do Estado autorizou as cidades mineiras, que estão na onda verde do Minas Consciente, a retomarem as aulas presenciais no ensino básico. Apesar de estar em uma macrorregião (Centro) classificada na onda amarela, Itabira também integra uma microrregião que está na onda verde.
Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado, o prefeito pode decidir se fica na onda amarela ou na onda verde. O gestor municipal também pode optar por tornar o Minas Consciente mais rígido na cidade. No caso de Itabira, mesmo estando na onda verde, a Prefeitura Municipal preferiu adotar posturas mais restritivas. Isso se aplica também à educação.
O secretário municipal de educação, José Gonçalves, explicou que “o governador passou a bola para os municípios decidirem se vão, ou não, reabrir as escolas. O Supremo Tribunal também, já que nós não somos mais obrigados a aderir ao Minas Consciente”.
José Gonçalves ressaltou que, mesmo com tanta autonomia, é preciso agir com calma. “Precisamos analisar, avaliar e decidir em conjunto. A resposta para a abertura total em Itabira, incluindo o retorno às aulas, depende de dados a serem computados. Os casos de covid-19 não pararam de aparecer”, lembrou.
O secretário de educação fez questão de destacar que as decisões estão sendo tomadas de comum acordo entre o prefeito, as secretarias de educação e saúde e os grupos de trabalho que acompanham a situação do novo coronavírus em Itabira. “Vamos deliberar com muita calma. Por isso, não iremos retornar às aulas de imediato. Em primeiro lugar vem a segurança e a tranquilidade de alunos, professores e funcionários das escolas”.
Vale lembrar que o retorno às aulas não é obrigatório nem para o município e nem para os alunos. “Os pais não são obrigadas a enviar seus filhos para a escola. Justamente por isso, o atendimento remoto irá continuar. Nesse momento, nada de correria ou pressa. Vamos nos basear nos números da saúde para tomar nossas decisões”, finalizou.




