Itabira está entre as 10 cidades mineiras que mais pediram cloroquina

O município solicitou 12 mil comprimidos ao Ministério da Saúde

Itabira está entre as 10 cidades mineiras que mais pediram cloroquina
Foto: Marcelo Casal/Agencia Brasil
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Na manhã dessa segunda-feira, 28 de setembro, o Ministério da Saúde divulgou que 379 mil comprimidos de cloroquina foram destinados para Minas Gerais. Em todo o país, o Estado foi o sexto que mais recebeu o medicamento.

Itabira consta entre as 10 cidades mineiras que mais solicitaram o remédio. Ao todo, a Prefeitura Municipal de Itabira (PMI) solicitou 12 mil comprimidos. O pedido foi feito em julho, mas até o momento foram entregues apenas 640.

A demanda inicial se baseou em uma estimativa para uso ao longo de um ano e meio. Essa decisão foi tomada para que as unidades hospitalares e de atendimento médico de Itabira estivessem equipadas, caso necessário.

Atendimento em larga escala

Considerado referência regional de saúde, o município atende a outras 12 cidades: Barão de Cocais, Bom Jesus do Amparo, Catas Altas, Ferros, Itambé do Mato Dentro, Morro do Pilar, Passabém, Santa Bárbara, Santa Maria de Itabira, Santo Antônio do Rio Abaixo, São Gonçalo do Rio Abaixo e São Sebastião do Rio Preto.

Justamente por isso, o cálculo para o pedido de cloroquina foi baseado na capacidade de atendimento para mais de 200 mil pessoas. Além disso, ele segue os critérios e planejamento do Plano de Contingência de Itabira, validado junto à Secretaria de Estado da Saúde.

A Prefeitura de Itabira esclareceu também que já houve contato com o Ministério da Saúde acerca da possibilidade de diminuir este quantitativo, ou realizar remanejamento para outras cidades, caso necessário.

Vale ressaltar que o município não adotou um protocolo próprio de tratamento precoce para o novo coronavírus. “Assim como em qualquer outra enfermidade, a prescrição de medicação é de decisão e responsabilidade exclusiva do médico”, informou a assessoria de comunicação da PMI. A prefeitura garantiu que, até hoje, nenhum comprimido foi utilizado para tratamento ambulatorial de coronavírus.

Uso da cloroquina

Desde março, o Ministério da Saúde vem atendendo aos pedidos de envios de comprimidos de cloroquina para Minas Gerais. De uma forma geral, os pedidos se mantinham numa média entre 27 mil e 31 mil. Nesse mês de setembro, ela subiu para 286 mil.

As cidades que mais pediram foram Unaí (72 mil), Ipanema e Abre Campo (30 mil), Itabirito (27 mil) e Teófilo Otoni (18 mil).

O protocolo recomendado pelo governo Federal é o uso do remédio até em casos leves de Covid-19. Porém, cada município e instituição médica tem liberdade para adotar a melhor abordagem. Ainda assim, muitas instituições nacionais e internacionais não indicam o uso do medicamento para casos leves da Covid-19. O Conselho Regional de Medicina (CRM-MG), por exemplo, já admitiu que não existem evidências suficientes para validar o uso da cloroquina. Mesmo optando por receitar, o médico precisa esclarecer ao paciente as consequências do uso. O paciente também precisará assinar um termo em que é informado de que a droga não tem eficácia comprovada.