Auditoria confirma integridade de urna eletrônica de Itabira

A urna foi sorteada para passar por um processo de auditoria no TRE-MG, em Belo Horizonte, e funcionou normalmente

Auditoria confirma integridade de urna eletrônica de Itabira
Foto: Divulgação TRE-MG
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Pouca gente sabe, mas no domingo de eleição (15) além organizar todo o processo de votação, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) também realiza diversos procedimentos para comprovar a segurança e confiabilidade das urnas e do sistema eletrônico de votação adotado no Brasil.

Quando recebem o software de votação, contendo os dados de candidatos e eleitores, as urnas são protegidas com lacres que impedem a manipulação antes do dia da eleição. Em todas as seções eleitorais mineiras, antes de iniciar a votação, os mesários precisam conferir esses lacres e certificar que a urna não foi violada.

No encerramento da votação, cada urna emite seu boletim de urna. Ele é um extrato dos votos que foram depositados para cada candidato e cada legenda naquele aparelho. O boletim informa ainda qual seção eleitoral o emitiu, qual urna e o número de eleitores que votaram ali.

Auditorias

No dia 14, véspera da eleição, 15 seções eleitorais foram sorteadas para passar por dois tipos de auditoria. Dez foram submetidas à auditoria de verificação da autenticidade e integridade dos sistemas instalados na urna eletrônica. “O objetivo da auditoria é verificar se a urna que estava preparada para a seção, funcionaria corretamente. Se ela funcionar, todas as outras funcionarão, pois o sistema utilizado na preparação de todas elas é o mesmo”, explica o chefe do Cartório Eleitoral em Itabira, Filipe Calijorne.

Ele conta ainda que Itabira teve uma urna foi sorteada para passar por um processo de auditoria de funcionamento das urnas eletrônicas sob condições normais de uso. Para esse procedimento são sorteadas 5 urnas no Estado, sendo uma da capital e quatro do interior.

“A urna de Itabira foi levada para Belo Horizonte e lá, no dia da eleição, foi utilizada para uma votação simulada. Embora fossem candidatos reais e eleitores reais, o resultado da urna sorteada não influenciou o resultado da votação em Itabira”, detalhou.

Filipe ressaltou que a votação simulada é feita em cédulas e de forma eletrônica. Ao final da conferência de ambos os processos, compara-se os resultados para se certificar que serão os mesmos.

“A urna auditada funcionou normalmente, como informado pela comissão de auditoria. Para substituí-la foi utilizada uma urna de reserva, chamada urna de contingência. Ela foi preparada ainda no sábado e, no domingo, enviada normalmente para a seção”, conta Filipe Calijorne.

Filipe informou ainda que a urna sorteada foi a da seção 139, que funciona Escola Estadual José Ricardo Martins Fonseca, no bairro Chapada. Somente o resultado da nova urna é que foi enviado para o TRE para totalizar o resultado da eleição.