Proteja seus dados com as melhores práticas para não cair em golpes digitais no Pix
Especialista elenca os principais pontos para evitar fraudes em transações bancárias
O Pix chegou ao brasil para facilitar as transações bancárias feitas por aplicativos. O programa foi desenvolvido pelo Banco Central para acelerar a digitalização dos pagamentos, reduzir as taxas entre bancos distintos e fomentar a competitividade do setor financeiro.
Com o Pix, as transferências e pagamentos entre diferentes instituições financeiras são concluídas em até dez segundos, 24 horas por dia e todos os dias do ano, incluindo finais de semana e feriados. Diferente das transferências tradicionais via DOC e TED, que são processadas apenas em dias úteis e apenas em determinados horários.
Apesar de toda a rapidez e facilidade que esta ferramenta de vanguarda proporciona, muita gente ainda está reticente em usá-la, por medo de fraudes e possíveis golpes online.
Segundo Rodrigo Lima Borges, advogado e professor do Curso de Direito da Faculdade Pitágoras Governador Valadares, é preciso tomar cuidado com os ataques chamados de phishing, a famosa ‘pescaria digital’.
Os golpistas buscam manipular os usuários para que passem informações confidenciais. “Muitas pessoas clicam em links desconfiáveis achando que estão fazendo o procedimento correto, mas na verdade estão passando seus dados para terceiros sem saberem”, relata o professor.
Atualmente, 70% das fraudes são feitas via esse tipo de ataque, segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).
Confira as informações da chave Pix
É muito importante saber que o cadastro das chaves Pix só pode ser feito com o usuário logado no app ou canais oficiais do banco, fintech ou carteira digital. O Banco Central diz que o cadastro do número de telefone e e-mail depende de uma validação. A pessoa receberá, por exemplo, um código via SMS ou e-mail que terá que ser digitado no aplicativo da instituição financeira, quando estiver logada.
O professor alerta sobre a necessidade conferir os dados que aparecem por meio da chave cadastrada da pessoa que vai receber a transação. “É importante sempre verificar se os dados da chave batem com as informações de recebedor. As chaves do Pix são geradas sempre por meio de um dado pessoal, como nome, CPF, CNPJ ou e-mail. Confira se os dados da chave batem com os dados pessoais da pessoa que receberá a transação.
“Não se deve cadastrar para o Pix através de links recebidos por SMS, WhatsApp ou e-mail. Além disso, usuários nunca poderão acessar links ou anexos de e-mails suspeitos e têm de estar com o sistema operacional e antivírus sempre atualizados”, ressalta.
É essencial não repassar a outra pessoa nenhum código fornecido por SMS ou imagem de um QR Code enviado para autenticar alguma operação. Na dúvida, fale com seu banco.
A melhor senha está em suas mãos
Para Rodrigo, a senha mais segura possível é a sua digital. “Faça sempre o login no app do seu banco pela biometria. Muitos smartphones possuem esse recurso que ajuda a proteger dados. Desta forma, você evita de expor suas informações para as pessoas ao seu redor”, diz.
Diferente do DOC e do TED, o Pix não cobra tarifas de pessoas físicas pelas transações. Uma resolução do BC determinou que o uso será gratuito também para empreendedores individuais, os famosos MEIs.
Haverá, no entanto, duas exceções: poderá haver cobrança de tarifa quando o cliente receber dinheiro para pagamento de venda de produto ou serviço; ou quando fizer um Pix presencialmente ou via telefone, quando os meios eletrônicos estiverem disponíveis.




