Governo estuda antecipar 13° salário, devido ao fim do auxílio emergencial

O temor é uma segunda onda de covid-19 se instalar no Brasil sem que o País tenha atingido níveis ideais de imunização

Governo estuda antecipar 13° salário, devido ao fim do auxílio emergencial
Foto: Marcello Casal / Agência Brasil

Pensando em como resolver o problema da economia em 2021, diante dos efeitos fortes da crise do novo coronavírus, o Ministério da Economia estuda alternativas para manter o andamento das contas políticas públicas.

Contrária a proposta de prorrogação do auxílio emergencial, já há um novo plano de contingência caso as pessoas retomem o isolamento social, devido a nova alta do covid-19. 

O fim do auxílio emergencial poderá mexer com a vida das pessoas e antecipar impostos adiados. O 13° salário do INSS e o abono salarial, uma espécie de 14° para trabalhadores que recebem até dois salários mínimos, também poderão ser antecipados. Mas no caso do abono, somente se for realmente necessário.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, informou que uma segunda onda da pandemia no país, poderia trazer de volta o auxílio emergencial. Ele também deu pistas do que o governo pode fazer para ajudar os brasileiros com o fim do auxílio emergencial, que já injetou mais de R$ 293 bilhões na economia.

“Temos a capacidade de antecipar benefícios, deferir arrecadação de impostos – já fizemos isso neste ano”, disse Guedes em audiência pública no Congresso na sexta-feira passada.

Não há ainda um comando já emitido para o acionamento dessas medidas. A avaliação é de que é preciso “ter munição”, mas guardá-la para o momento em que seu uso se mostrar necessário.

Em março, ainda sob os primeiros efeitos sanitários e econômicos da pandemia no Brasil, a equipe econômica lançou mão de um amplo cardápio de medidas que incluía antecipação de parcelas do 13º salário de aposentados e pensionistas do INSS, antecipação do calendário do abono salarial e adiamento da cobrança de tributos a serem recolhidos por empresas no País.

O temor é uma segunda onda de covid-19 se instalar no Brasil sem que o País tenha atingido níveis ideais de imunização. O governo já garantiu R$ 20 bilhões para a compra de vacinas, mas ainda não há data definida para começar a imunização da população.

Antecipação de benefícios

Com previsão de encerramento para o dia 29 de dezembro, data em que termina os depósitos em conta social digital, no valor de R$ 300, o Governo estuda uma forma de substituir o auxílio emergencial e não violar o teto de gastos.

“Não descartamos usar ferramentas dentro do teto (a regra que proíbe que as despesas cresçam em ritmo superior à inflação). Temos a capacidade de antecipar benefícios, deferir arrecadação de impostos (adiar o pagamento dos tributos). Já fizemos isso neste ano. Esses instrumentos vão permitir fazer aterrissagem em 2021”, explicou.

O ministro ainda disse que torce por um 2021 melhor. A esperança é que, com a chegada da Vacina, as coisas estejam mais tranquilas já no mês de julho.