Covid-19: Idosos promovem bingos clandestinos em Belo Horizonte
Nos locais, o uso de máscaras, tão recomendado por órgãos de saúde, não é obrigatório
Uma reportagem do UOL revelou o funcionamento de dois bingos clandestinos em Belo Horizonte. Os eventos acontecem em um momento no qual a capital mineira volta a tomar atitudes mais drásticas para conter o avanço do coronavírus, como o fechamento do comércio e outros serviços não essenciais.
De acordo com a matéria, assinada pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr, os bingos são o do “Túnel da Lagoinha”, no bairro Floresta, e outro localizado no bairro Carlos Prates. Ambos recebem centenas de idosos, o principal grupo de risco contra o coronavírus.
O bingo do túnel, segundo a reportagem do UOL, funciona entre as 16h e as 4h do dia seguinte, e chama a atenção devido à aglomeração e grande movimentação de carros. No local, a reportagem chegou a encontrar cerca de 300 pessoas, espalhadas por três espaços.
Já o bingo do Carlos Prates tem vigilância reforçada desde que foi decretado lockdown em Belo Horizonte. O portão azul que dá acesso ao bingo passou a ficar fechado e só é aberto durante a entrada e saída dos clientes, enquanto três seguranças observam a movimentação por meio de câmeras.
Desde 2002, a exploração de casas de bingo é crime no Brasil, assim como o jogo do bicho. A pena para este tipo de contravenção penal vai de três meses a um ano de reclusão, além do pagamento de multa.
Coronavírus em Belo Horizonte
Desde o dia 11 de janeiro, o comércio não essencial de Belo Horizonte está fechado. A decisão se deu após o município ter batido o recorde de ocupação de leitos de UTI destinados à Covid-19 no dia 5 de janeiro, com 83,5%.
Manifestantes de diversos setores comerciais na manhã daquele mesmo dia na porta da Prefeitura de Belo Horizonte, região central da cidade. Milhares de pessoas participam do ato, várias com camisas e bandeiras do Brasil e nariz de palhaço. Vereadores de Belo Horizonte também integram o protesto contra a decisão de Kalil.




