Sul do Brasil vive momento desesperador na luta contra o coronavírus
Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná registram números muito preocupantes
O Sul do Brasil tem vivido um momento, particularmente, desesperador na luta contra o coronavírus. Os três estados da região, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, estão à beira do colapso e registram números preocupantes relacionados à doença. Hospitais com ocupação altíssima, pacientes à espera de leitos e restrições mais firmes são a realidade das unidades federativas hoje.
Em Santa Catarina, por exemplo, um recorde negativo foi alcançado. Os hospitais do estado atingiram 91,18% da ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) geral e de Covid-19 do Sistema Único de Saúde (SUS), a ocupação máxima desde o início da pandemia. Segundo uma reportagem do G1, 83 pacientes aguardavam por leitos de UTI até o início desta tarde (25).
Na noite de ontem (24), o governo estadual publicou um decreto com medidas de restrições durante 15 dias. A intenção é diminuir, significativamente, a circulação das pessoas, manter apenas serviços essenciais em funcionamento e convocar toda a força de trabalho da saúde para o enfrentamento à Covid-19.
Rio Grande do Sul
Outro estado que está próximo do esgotamento de leitos destinados a pacientes com coronavírus é o Rio Grande do Sul. A situação é tão crítica que a secretária de saúde do estado, Arita Bergmann, fez um apelo aos hospitais, pedindo que fossem utilizados todos os espaços possíveis para receber pacientes, por conta da dificuldade em criar novos leitos de UTI. O Rio Grande do Sul acionou, recentemente, o último nível do Plano de Contingência Hospitalar.
Arita ainda afirmou que está “enxergando o pico do Everest”, em referência à montanha mais alta do planeta Terra. No dia 24 de janeiro, o RS tinha 2.383 pessoas internadas com Covid-19. Um mês depois, este número subiu para 4.925 pacientes, uma alta de 206%.
Paraná
No Paraná a situação não é muito diferente. A capital Curitiba, em especial, vive momento crítico. Os leitos estão completamente ocupados e três hospitais da cidade possuíam fila de pacientes à espera de atendimento até ontem (24). Eles aguardavam dentro de ambulâncias e em tendas do lado de fora das unidades. O carnaval tem sido uma das justificativas encontradas para o agravamento do cenário.
Curitiba entrou, desde hoje, na bandeira laranja, um decreto que estabelece várias restrições na cidade. A medida vale por 14 dias e proíbe a realização de vários eventos, como casas de shows, circos, teatros e cinemas. Práticas esportivas coletivas em praças e demais bens públicos ou privados, incluídos condomínios e áreas residenciais, também não são mais permitidas.




