“Parça” dos famosos, roteirista itabirano participa da estreia de Mion na Globo
Dudu Guimarães bateu um papo especial com o portal DeFato. Confira!

A programação deste sábado (4) na Rede Globo reserva algumas novidades para os fãs da emissora. O dia será marcado pela estreia do apresentador Marcos Mion à frente do Caldeirão. Ele substituirá Luciano Huck, que, por sua vez, comandará o “Domingão com Huck”, a partir do próximo domingo (5). E quem participará do ponta pé inicial do ex-apresentador da Record na emissora do Plim Plim é o itabirano Eduardo Guimarães, ou Dudu, como é mais conhecido.
Hoje residente em São Paulo (SP), Dudu tem uma trajetória quase toda voltada ao humor. No ramo, o itabirano já trocou figurinhas com artistas como Tata Werneck, Dani Calabresa, Paulo Vieira e Fábio Porchat, a quem presta serviços atualmente.
Seu principal foco são as redes sociais dos comediantes e a criação de formatos humorísticos, como o do programa “Que história é essa, Porchat?”, transmitido na GNT. E basta seguir o criador de conteúdos em suas redes sociais para perceber que a relação entre eles passa longe de ser apenas profissional, sendo também muito afetuosa, algo que ainda o surpreende.
Mas, para além de um “parça” dos famosos, o itabirano é um apaixonado por TV. Sem preconceitos, Dudu acompanha de tudo, o que lhe permite comentar, com propriedade, sobre o atual momento televisivo brasileiro e, também, o futuro. E esse foi um dos temas tratados na entrevista exclusiva do portal DeFato com o roteirista. Confira!

DeFato Online: Sua família é toda de Itabira?
Dudu: Todo mundo de Itabira. Dois, três tios acabaram mudando de estado depois de um tempo, mas a família toda está aí ainda.
DeFato Online: E como foi sua trajetória na cidade?
Dudu: Eu estudei no Colégio Nossa Senhora das Dores a vida inteira, da primeira série até o terceiro ano, aí formei em 2007. Em 2008, fui para Belo Horizonte fazer cursinho e em 2009 eu fui pra Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), em Mariana, fazer jornalismo. Depois eu não morei mais em Itabira. Fui morando em Mariana durante a faculdade, fui a BH fazer pós-graduação e depois vim para São Paulo.
DeFato Online: Você ainda visita a cidade?
Dudu: Estou quase sempre aí. Eu ia com mais frequência no começo da minha vinda para São Paulo, mas começou a ficar muito cansativo fazer essas viagens longas. Mas, sempre vou em aniversário da família, alguma data especial, ou um feriado prolongado que valha a pena fazer a viagem sem um bate-volta muito corrido.
DeFato: Você acha que o fato de ter saído cedo de Itabira afetou a sua relação com a cidade?
Dudu: Nada, eu ainda gosto pra caramba de Itabira. Acho uma cidade maravilhosa, tranquila, ainda mais por ter família aí, é onde a gente se sente em casa de verdade. Sempre que vou para Itabira, eu sinto o amor da família. Nunca tive uma experiência negativa com a cidade.
DeFato: Como surgiu esse desejo de trabalhar com a criação de conteúdos?
Dudu: Sempre fui apaixonado por televisão, ela era minha babá eletrônica. Eu assistia de tudo, desde desenho na TV Cultura até programa da Hebe. Depois da faculdade de jornalismo, eu fiz pós em Rádio e TV com o desejo de ser repórter, pelo amor com o jornalismo. Mas, fui conhecendo a comédia, algumas pessoas que trabalharam na televisão, conheci o mundo do roteiro e falei “caraca, isso é muito legal também”. O que paga minhas contas hoje é o trabalho com as redes sociais, mas estou sempre fazendo algum roteiro, algum formato, que é o que eu amo de verdade e o que quero para minha vida.
DeFato: E pelo que acompanhamos em seu Twitter, é o que combina mais com você, né?
Dudu: Meu Twitter serve, basicamente, para fazer piada com o que está passando na televisão. Assisto o tempo todo, então eu faço piada com o programa, piada com o que vejo, é uma coisa que eu passaria a vida inteira fazendo sem o menor problema.
DeFato: Apesar de ser mais voltado ao humor, você já trabalhou em outras vertentes?
Dudu: Já participei do roteiro, por exemplo, do Prêmio Multishow de música, apresentado pela Tatá Werneck e pela Anitta naquele ano. Acho que a maioria dos programas em que participei sempre tinha uma pitada de humor. Recentemente, criei com mais um grupo de pessoas um projeto para o Thiago Abravanel, que agora queremos negociar com alguns streamings, que não é necessariamente humor. Mas, querendo ou não, a gente tenta encaixar o humor para tornar a coisa mais atrativa.
DeFato: E qual o segredo para atuar na área? É preciso muita criatividade…
Dudu: Criatividade e não ter preconceito com nada. Por exemplo, não existe isso de “ahh eu não gosto de assistir tal emissora de TV, é ruim”. Não tem isso, você tem que assistir tudo: filme ruim, série ruim. Porque você vai aprendendo, vendo o que não fazer principalmente (risos). Assisto todos os canais possíveis, RedeTV, Record, Band, tudo que é televisão estou sempre consumindo. O segredo é não ter preconceito com nada que envolva arte, tudo vai te ensinar alguma coisa.
DeFato: Te vejo prestando muitos serviços para o Grupo Globo. Você produz formatos para outros canais também?
Dudu: A gente trabalha para quem nos chamar. Já fiz roteiro de um programa do canal Sony, há alguns anos atrás eu ajudei o Porchat a criar o formato do “Que história é essa, Porchat?”. Já escrevi, por exemplo, para lançamento de filme da Disney. Aonde chamam a gente vai.
DeFato: Você citou o Porchat, que é um dos famosos com quem você é bem próximo. Como é essa convivência? Já se acostumou?
Dudu: Até pra mim ainda é um pouco estranho. No caso do Porchat, eu trabalho para ele, então realmente tenho um pouco mais desse contato direto, até mesmo profissionalmente. Ele dando ordem, eu pedindo algo quando vou precisar das redes sociais dele, entre outras cosias. Mas, por exemplo, a Dani Calabresa e o Paulo Vieira são amigos que eu fiz depois que entrei para esse mundo. Ainda acho muito maluco receber áudio de dois! O Paulo Vieira me colocou em um grupo em que estão o Evandro Santo, a Marisa Orth, e eu falei “meu Deus, bizarro”. Ainda acho bem maluco.
DeFato: E como foram as gravações para a estreia do Mion?
Dudu: Foi muito, muito divertido. O Paulo Vieira me chamou para o time dele, aí fomos eu, a Ilana (namorada do Paulo) e o Paulo Manduca, um amigo nosso que é ator. Jogamos contra o time da Juliana Paes. E, cara, foi muito divertido, porque a gente via no olho do Mion que ele estava muito empolgado com essa chance. Ele estava realmente muito apaixonado pelo que estava fazendo. E como o Mion disse nas redes sociais, e o Boninho também falou, foi um final emocionante e surpreendente.
DeFato: Acha que o programa vai dar certo?
Dudu: Acho que sim, as pessoas vão querer assistir a uma coisa nova no sábado à tarde. Não que estivessem enjoadas do Huck, até porque a audiência continuava alta nesse tempo todo, mas é sempre bom você ver um programa mais animado. O Luciano Huck fazia aqueles quadros de ajuda, muita emoção, e os game shows com ele também eram mais emocionantes, mas o Mion não. Ele está ali apenas para diversão e entretenimento.
DeFato: A contratação do Mion mostra que a Globo tem tentado ser menos séria, apostando em algo mais despojado?
Dudu: Sim, a Globo precisa dar essa essa repaginada. Eu até comento bastante com alguns amigos que a Globo precisa trabalhar uma nova geração de apresentadores, ela não criou essa geração. A geração mais antiga, com Faustão, Sérgio Groisman, está indo embora. O Faustão já saiu e o Serginho Groisman em breve vai aposentar, já que ele tem setenta anos. E quem irá substituí-lo? Então, a Globo coloca o Tiago Leifert no domingo, para ver a recepção do público, e vai testando outros nomes.
DeFato: Além do Tiago Leifert, quem poderia entrar nesse radar de novos apresentadores?
Dudu: Sem querer puxar sardinha para quem eu tenho mais contato, mas eu vejo o Fábio (Porchat) como um nome bem forte, muito capaz de apresentar um programa. Até porque ele já teve o talk-show na Record, já mostrou que sabe fazer, e agora também tem o “Que história é essa?” e o Papo de Segunda, que são completamente distintos entre si. E o Paulo Vieira! O Paulo ainda não teve muitas oportunidades com apresentação na Globo, mas ele é um cara muito bom! Eu ouso dizer que ele e o Fábio estão pau a pau em competência, porque o Paulo é uma máquina de fazer piadas no improviso, uma atrás da outra, sem pensar. Ele é muito bom.
DeFato: Alguma consideração a mais?
Dudu: Que todo mundo assista ao programa do Mion, às 16h30, e torça por mim.




