Guanhães e Virginópolis confirmam casos da variante Mu do coronavírus
Nova mutação é resistente a vacinas e, ao todo, cinco pessoas já contraíram essa cepa
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) informou, nesta sexta-feira (3), que cinco casos da variante Mu do coronavírus foram confirmados no estado. Todos estão em cidades que fazem parte da área de abrangência da Gerência Regional de de Saúde (GRS), sediada em Itabira, sendo dois casos em Guanhães e três em Virginópolis.
Descoberta, inicialmente, na Colômbia, essa mutação do coronavírus tem demandando atenção da Organização Mundial de Saúde (OMS) devido a sua possível capacidade de resistir a vacinas. A variante B.1.621, de acordo com a nomenclatura científica, é classificada como uma “variante de interesse”, segundo a OMS indicou em seu boletim epidemiológico semanal. Ela foi descoberta em janeiro, na Colômbia.
Em entrevista ao quadro Café com Política, da rádio Super 91,7 FM, nessa quinta-feira (2), o secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Fábio Baccheretti, comentou que esta cepa não causa preocupação no Estado. Naquele momento, os casos ainda não haviam sido divulgados.
“Novas variantes são descobertas o tempo todo em estudos genômicos. A diferença é notar se é uma mutação isolável e não replicável. Entre a variante existir e se propagar, a diferença é grande. Na maioria das vezes, isso não aconteceu. Há várias cepas que surgem, o vírus muda muito”, completou.
Para Baccheretti o melhor caminho para evitar que variantes causem preocupação é a vacinação completa da população mineira. “O ponto fundamental é sempre a vacinação com duas doses. Se a gente bloqueia a transmissão, com a imunidade de rebanho, ele para de se replicar, reduz muito essa replicação, e o risco de vir uma nova variante e ser mais resistente cai muito”, comentou.
Delta
A variante Mu não é a única que preocupa os mineiros. Os casos da variante Delta em Minas Gerais, uma das mais mais transmissível, chegaram a 236 nesta sexta-feira (3), segundo o Painel de Monitoramento da Secretaria de Estado da Saúde (SES-MG).
A cidade com mais registros segue sendo Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, com 38 identificados, por sua proximidade com o estado do Rio de Janeiro, considerado o epicentro da transmissão da Delta. Em seguida, há Belo Horizonte, com 24, e Itabirito e Unaí, ambos com 12 casos.




