O uso da inteligência artificial na detecção de demência antes dos sintomas aparecerem

De acordo com Rubens de Fraga Júnior, médico especialista em geriatria e gerontologia – que estuda o envelhecimento – as demências são caracterizadas pelo acúmulo de diferentes tipos de proteínas no cérebro, que danificam o tecido cerebral e levam ao declínio cognitivo.

De acordo com Rubens de Fraga Júnior, médico especialista em geriatria e gerontologia – que estuda o envelhecimento – as demências são caracterizadas pelo acúmulo de diferentes tipos de proteínas no cérebro, que danificam o tecido cerebral e levam ao declínio cognitivo. No caso do mal de Alzheimer, essas proteínas incluem a beta-amiloide, que forma “placas” que se aglomeram entre os neurônios e afetam sua função, e a tau, que se acumula dentro dos próprios neurônios. 
O especialista, que também é professor titular da disciplina de gerontologia da Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná, explica que os primeiros sinais da demência são mudanças moleculares e celulares, que ocorrem muito antes – de meses até mesmo anos – de um diagnóstico aparecer. “Normalmente requer duas ou três visitas ao hospital, pode envolver uma série de exames, como tomografia computadorizada e seus derivantes, bem como punções de liquor.”
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