Número de mortos em atentado em mesquita no Egito passa de 300

Mesquita foi alvo de terroristas no Egito

Número de mortos em atentado em mesquita no Egito passa de 300

O número de mortos no atentado terrorista da última sexta-feira, 24 de novembro, a uma mesquita frequentada por sufistas no norte do Sinai aumentou para 305, entre eles 27 crianças. O número de feridos chegou a 128, segundo o mais recente boletim da Procuradoria Geral do Egito, divulgado nesse sábado. As informações são da Agência EFE.

A autoria do ataque ainda não foi reivindicada por nenhum grupo extremista. Segundo comunicado da União das Tribos do Sinai, a ação ocorreu quando os criminosos fecharam "as portas da mesquita (Al Rawda) e mataram todos os que rezavam. Após a chegada de ambulâncias ao local, "um grupo escondido de terroristas fez disparos e fugiu".

O ataque aconteceu no início do sermão de sexta-feira, dia sagrado para os muçulmanos, quando os fiéis foram surpreendidos por "25 a 30 takfiris (radicais)" que, segundo a procuradoria, hastearam a bandeira do Estado Islâmico.

Citada pela agência oficial de notícias Mena, a procuradoria informou que os radicais ficaram em frente à entrada do templo e das suas 12 janelas, e começaram a atirar de forma indiscriminada com armas de fogo automáticas, além de terem queimado alguns carros.

De acordo com os depoimentos coletados pela procuradoria em dois hospitais de Ismailiya, e perto de onde aconteceu o ataque, fortes barulhos de disparos foram ouvidos fora da mesquita, assim como explosões.

Pouco depois, os radicais entraram na mesquita Al Rawda. "Alguns mascarados e outros não, com roupas militares, cabelos compridos e barba, usando armas automáticas. Alguns levavam uma bandeira preta com a inscrição 'Não há Deus senão Alá, e Maomé é o seu profeta", a profissão de fé dos muçulmanos, afirmaram procuradores com base em depoimentos.

 

O Egito começou nesse sábado luto nacional de três dias pelas vítimas do ataque. Na província do Norte do Sinai, onde está vigente desde 2014 o estado de emergência, opera o ramo egípcio do grupo jihadista Estado Islâmico chamado Wilayat Sina, que reivindicou a maioria dos atentados ocorridos nos últimos anos no país.