PCMG prende proprietária de empresa de turismo suspeita de estelionato

Pacotes de viagens eram oferecidos pela mulher por preços abaixo do valor de mercado

PCMG prende proprietária de empresa de turismo suspeita de estelionato
Foto: Polícia Civil/Divulgação

Como desdobramento de investigações acerca de fraudes na venda de pacotes de viagens, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) cumpriu, na segunda-feira (10), em Belo Horizonte, a prisão preventiva de uma mulher, de 28 anos, suspeita da prática do crime de estelionato. Os levantamentos indicam que mais de cem pessoas tenham sido vítimas, e o prejuízo estimado ultrapasse R$ 600 mil. A Polícia Civil não divulgou o nome da empresa.

Segundo o delegado Marlon Pacheco, a apuração dos fatos começou na última semana. “As investigações davam conta de uma empresa de turismo, criada pela investigada, com o objetivo de dar golpes”, conta. Conforme informações já obtidas, os anúncios e a negociação dos pacotes de viagens, incluindo destinos nacionais e fora do Brasil, eram feitos por meio de redes sociais e também boca a boca, com ofertas abaixo dos valores de mercado. Mas o comprador não tinha acesso ao produto contratado, como vouchers ou hospedagem.

O inquérito policial tramita no Departamento Estadual de Investigação de Fraudes e Combate à Corrupção. Um mandado de busca e apreensão também foi cumprido, ontem, na residência da proprietária, onde as atividades de estelionato eram realizadas, e o material apreendido será analisado. “As investigações seguem a fim de apurar as responsabilidades e identificar eventual participação de outras pessoas”, informa Pacheco.

Orientação

Para evitar golpes como esse, o delegado adverte que é necessário observar, por exemplo, se as propostas e os preços apresentados são desproporcionais aos praticados pelo segmento. Outra dica é, sempre que possível, fazer pesquisas de referências e optar por empresas com experiência no mercado.

Agora, caso a pessoa perceba que foi vítima, ela deve procurar a unidade policial para o devido registro e, dessa forma, serem adotadas as devidas medidas de polícia judiciária.

*Com informações da Polícia Civil de Minas Gerais