Ele chegou a ser confundido com um morador de rua
Jeferson Rodrigues, de 24 anos, portador de deficiência mental, fugiu de casa no dia 12 de dezembro e foi encontrado por sua mãe após quase dois meses, em São Vicente, no litoral de São Paulo.
Lourdes Rodrigues, mãe de Jeferson, é dona de casa e mora no bairro Americanópolis, em São Paulo. Ela contou que além de seus familiares, também divide a casa com vizinhos. O jovem sumiu porque os vizinhos deixaram o portão aberto. Logo que percebeu que o filho não estava em casa, registrou um boletim de ocorrência e começou a fazer postagens em redes sociais, na tentativa de encontrar o seu filho.
“Eu fui à polícia, mas era eu quem tinha que procurar”, falou Lourdes.
A mãe conta que procurava o filho por todo lugar que já nem sabia mais o que fazer e onde procurar o seu filho. “Falei com um morador de rua, que me disse que deu abrigo no colchão dele para o meu filho. Eu entrava em grupos em redes sociais, pedia ajuda para a Guarda Municipal, rodava pela Rodovia dos Imigrantes, e nada. Pensei: ‘não sei onde procurar mais'”.
Segundo a prefeitura, Jeferson foi encontrado na beira da Rodovia dos Imigrantes. Quem o transportou para o Hospital Municipal de São Vicente foi a equipe da concessionária Ecovias. Ao ser examinado, o jovem foi diagnosticado com miíase, que significa infestação de larvas na pele. Com isso, foi transferido para o Hospital Doutor Olavo Horneaux de Moura.
Foi após uma família identificar Jeferson em uma publicação nas redes sociais, que entraram em contato com Lourdes. A partir daí, a mãe acalmou seu coração. “A partir daí, falei com uma assistente social da cidade. Quando cheguei ao hospital onde ele estava e o vi no quarto, corri, abracei e chorei”.
Uma família de São Vicente identificou o jovem em uma publicação nas redes sociais e entrou em contato com a mãe pelo Facebook. “A partir daí, falei com uma assistente social da cidade. Quando cheguei ao hospital onde ele estava e o vi no quarto, corri, abracei e chorei”.
Nesta quarta-feira (2), Jeferson saiu do hospital e já foi para casa. Devido a sua deficiência, não tomou os medicamentos e está um pouco desnutrido. Então ele passará por um período de readaptação.
“A sensação da gente, que é mãe, é como se eu estivesse nascendo de novo. Ele é meu primeiro filho homem. Eu era louca para ter um filho homem, e Deus me deu. Aí, depois eu perco? Ele escapa?”, diz Lourdes.