Goleiro Bruno é autorizado a trabalhar fora do presídio
Bruno foi liberado para o trabalho em decisão proferida nessa quarta-feira
O goleiro Bruno Fernandes recebeu autorização da Justiça para trabalhar externamente, no Núcleo de Capacitação para a Paz (Nucap), em Varginha. A entidade presta serviços de caráter público e é voltada para a inclusão e a ressocialização de presos. No local, o jogador dará aulas de futebol, de segunda a sexta-feira, para crianças e adolescentes assistidos pela entidade.
Bruno foi condenado a 22 anos e três meses pelo homicídio triplamente qualificado de Eliza Samudio, bem como pela ocultação do cadáver da vítima e pelo sequestro do menor Bruno Samudio. O recurso contra essa condenação do goleiro será julgado no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) em 13 de setembro.
No caso da autorização para o trabalho externo, a decisão foi tomada nessa quarta-feira, 2 de agosto, pela 1ª Vara Criminal e de Execuções Penais de Varginha. No Nucap, o goleiro não poderá ter acesso à área externa ou a pessoas estranhas à entidade, salvo familiares. Ele será buscado pelo Nucap dentro do pátio da unidade prisional, sem ter qualquer contato ou visualização com o mundo externo.
Remição
Periodicamente, a entidade terá que encaminhar controle de frequência e listagem de atividades desenvolvidas pelo réu, comunicando à Justiça qualquer irregularidade. Os dias trabalhados no Nucap serão usados para fins de remição da pena. O presídio também deverá remeter à 1ª Vara Criminal e de Execuções Penais de Varginha as informações sobre o réu em relação à disciplina. A cada três meses, a folha de frequência no trabalho no Nucap deverá ser encaminhada à Justiça.
O Nucap atende reeducandos e suas famílias, além de egressos do sistema prisional. A entidade apoia a reinserção social e a recuperação dos condenados, de forma a contribuir para a redução da reincidência no crime. Cerca de 60 crianças, filhos de condenados e de egressos, são atendidas pelo Núcleo. No local, elas recebem alimentação e reforço escolar. Também participam de atividades como natação e futebol, além de receber atendimento psicológico e assistência social.
Segundo o despacho, o goleiro tem bom comportamento e não apresenta alteração psicopatológica. “O reeducando deve se inserir em atividades laborativas com o fito de recuperação de sua dignidade”, diz o documento.
Julgamento
Além da autorização para o trabalho externo, definida agora, o goleiro também aguarda da Justiça o julgamento do recurso ajuizado contra sua condenação, ocorrida após sessão do Tribunal do Júri da Comarca de Contagem em 2013. O recurso será julgado pelos desembargadores da 4ª Câmara Criminal do TJMG em setembro.