Itabira terá nova manifestação contra reformas na próxima sexta

A definição das atividades na próxima sexta-feira ocorreu em reunião na sede do Metabase

Itabira terá nova manifestação contra reformas na próxima sexta
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Um grupo de sindicatos e entidades de classe se reuniu no Sindicato Metabase na manhã desta terça-feira, 27 de junho, e decidiu por mais uma manifestação contra as reformas Trabalhista e Previdenciária e pedir a saída do presidente Michel Temer (PMDB). A manifestação segue o calendário de algumas Centrais Sindicais brasileiras, que deverão realizar atos em todo país na próxima sexta-feira (30).

Em Itabira o ato será a partir das 13h na praça Acrísio Alvarenga, onde os manifestantes farão diversos atos e discursos contra o governo e as propostas de mudança encaminhadas ao Congresso Nacional. Neste dia, alguns setores farão paralisação e estarão em estado de greve. Em Itabira, as escolas estaduais e provavelmente as municipais estarão aderindo à paralisação.

Durante a reunião desta terça-feira o presidente do Metabase, Paulo Soares de Souza lembrou que Itabira deve marcar presença neste dia, com um ato para chamar a atenção da população para o momento atual e os riscos que trazem a aprovação das reformas e a permanência do presidente da república.

Em um duro discurso, Paulo Soares defendeu a realização de eleições diretas. “Além de manifestar contra as reformas, vamos manifestar também contra este presidente. O presidente hoje faz muito mal ao Brasil, ele é visto como um dos mais corruptos deste país, não só aqui, mas em outros países também”, criticou Paulo Soares.

A representante do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (SindUte-MG) em Itabira, Elzir Prado, também defendeu a realização da manifestação. A seu ver, é importante a participação dos estudantes, dos professores e principalmente de toda a população.

“Nosso país está parado há mais de um ano, só se fala em corrupção, em roubo e por isso, nós precisamos nos reunir, estarmos juntos, para conseguir mobilizar a sociedade, mostrar que só a nossa força e a nossa coragem que vai fazer o Brasil mudar”, defendeu a sindicalista.