Atraso na entrega do Restaurante Popular aumenta o custo para a Prefeitura

A previsão é de que as obras do Restaurante Popular sejam concluídas no segundo semestre deste ano

Atraso na entrega do Restaurante Popular aumenta o custo para a Prefeitura

Apesar de contar com recursos federais para a construção do Restaurante Popular, a obra também possui uma contrapartida da Prefeitura de Itabira. E o atraso na conclusão dos trabalhos, a última previsão era dezembro de 2016, fez com que os custos aumentassem para o munícipio.

De acordo com o secretário de Obras, Ronaldo Lott, que conversou com a reportagem de DeFato Online nessa quarta-feira, 25 de janeiro, depois de um ano os contratos são reajustados, mas o convênio federal não. Além disso, ele explicou que houve um problema no início da construção, que demandou mais recursos da Prefeitura. “Foi a questão de um aditivo, então a contrapartida aumentou um pouco”.

Sem o dinheiro necessário para finalizar os trabalhos no Restaurante Popular, a velocidade dos trabalhos teve de ser diminuída. Segundo o secretário, a previsão atual para a entrega da obra é no segundo semestre deste ano. “Como a gente ainda não tem os recursos garantidos no orçamento para dar continuidade na obra, nós estamos em um ritmo muito lento, porque a gente precisa ter a garantia do empenho para dar continuidade. A expectativa é que as obras sejam concluídas em 6 ou 7 meses”, contou.

O restaurante

A construção do Restaurante Popular de Itabira tive início no começo de 2016, no terreno de 766,21 m², localizado no início da avenida das Rosas, no bairro São Pedro. A previsão inicial era de que tudo estivesse pronto em 10 meses de trabalhos.

Na época da realização do convênio com o governo federal, a ideia era de oferecer inicialmente 1.000 refeições diárias, podendo ser estendido até 2 mil, incluindo café da manhã, almoço, café da tarde e jantar.

Porém, o atual prefeito, Ronaldo Magalhães (PTB), disse em recente entrevista que os custos para o funcionamento do Restaurante Popular são incompatíveis com a atual realidade de Itabira. Mensalmente, a estimativa é de seriam necessários cerca de R$ 1milhão.

Na ocasião Ronaldo Magalhães também questionou a localização do restaurante, que fica longe de áreas carentes, e que poderia prejudicar estabelecimentos comerciais da região. “Se funcionar ali, quem que vai alimentar? São pessoas que não precisam de subsídio de alimentação. A maioria das empresas hoje dão vale alimentação. Nós vamos fechar quantos restaurante por aí na avenida João Pinheiro, no Caminho Novo, Areão? Não é gostoso ouvir que restaurantes serão fechados. Quantos desempregos vão dar?”, disse.