Campanha do Laço Branco leva conscientização para avenida Mauro Ribeiro
O grupo caminhou na avenida Mauro Ribeiro
Nesta quarta-feira, 6 de dezembro, aconteceu mais uma ação da campanha do Laço Branco, dos "16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher" em Itabira. Em parceria com o grupo de corrida Speedy Fox e com a Academia Impacto, a Comissão de Enfrentamento à Violência Doméstica e Sexual e o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher reuniram diversas pessoas para conscientização, música e dança.
Das 19h às 21h, a avenida Mauro Ribeiro Lage ficou interditada no sentido Centro, na altura da Estação Ferroviária, para a ação. Diversas pessoas compareceram. Houve uma caminhada e um “aulão” de ritmos, com o professor Léo.
De acordo com a psicóloga do Centro Especializado de Assistência Social (Creas) e membro da Comissão de Enfrentamento à Violência Doméstica e Sexual, Késsia Guerra, disse que o objetivo da campanha é atingir o maior número possível de pessoas. Segundo a psicóloga, auto estima está muito ligada ao bem estar físico e mental, por isso a parceria com a academia e o grupo de corrida.
A campanha começou no dia 25 de novembro, Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher, e segue até o dia 10 de dezembro – Dia Mundial dos Direitos Humanos. Segundo Késsia, diante da adesão, a campanha provavelmente será estendida na cidade. “Recebemos outros convites e devemos estender a campanha”, contou.
O sócio proprietário da Academia Impacto, Roger Alves, salientou a importância da ação para a conscientização de homens e mulheres. “Muitas mulheres, por incrível que pareça, não sabem como agir em uma situação de violência”, contou. De acordo com Roger, a academia está à disposição das mulheres. “Podem contar com a Impacto. Pois não é fácil a situação da mulher que passa por isso”, ressaltou.
A relações públicas do Speedy Fox, Cláudia Cristina Damasceno, disse que o grupo ficou muito satisfeito de colaborar com a campanha. “Ainda mais porque nosso grupo é composto em sua maioria por mulheres”, salientou. Conforme Cláudia, a mulher não deve ter vergonha ou medo de denunciar a violência. “Ela tem que procurar ajuda nos órgãos públicos. Ninguém tem que sofrer calado”, disse.
Ação
Em Itabira, a Comissão de Enfrentamento à Violência Doméstica e Sexual e o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher realizarão diversas ações de conscientização sobre a não violência contra a mulher, cujo tema será "Homens pelo Fim da Violência contra a Mulher" e o símbolo será o laço branco.
Ao longo dos 16 dias serão visitadas empresas, instituições e órgãos públicos para mobilização da população itabirana sobre temática da igualdade de gêneros, oportunidade em que os participantes serão convidados a assumirem o compromisso de não violência contra as mulheres e receberão informações sobre a rede de enfrentamento à violência no município.
Nas redes sociais, o evento será marcado com a #ItabiraporElas e o conteúdo das ações poderá ser visualizado na fanpage Itabira por Elas.
A campanha
Mais de 160 países já aderiram ao movimento e o Brasil realiza atividades de mobilização e esclarecimento neste período desde 2003.
A campanha foi desenvolvida em 1991, quando mulheres de diferentes países, reunidas pelo Centro de Liderança Global de Mulheres (CWGL), iniciaram uma campanha com o objetivo de promover o debate e denunciar as várias formas de violência contra as mulheres no mundo.
A data é uma homenagem às irmãs Pátria, Minerva e Maria Teresa, que se posicionaram contrárias ao ditador Trujillo, ficando conhecidas como “Las Mariposas”, e sendo assassinadas em 1960, na República Dominicana.