Câmara de Itabira aprova orçamento de R$ 475 milhões para 2017
Vereadores de Itabira aprovaram Orçamento 2017 sem muitas discussões
Os vereadores de Itabira aprovaram nessa terça-feira, 6 de dezembro, a Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2017, com o primeiro orçamento da nova gestão de Ronaldo Magalhães (PTB). O futuro prefeito terá em mãos uma previsão de arrecadação de R$ 475.218.904,00. A matéria teve apenas uma emenda, de autoria de Solimar Silva (SD), que destinou mais dinheiro para construção do terceiro prédio do campus itabirano da Universidade Federal de Itajubá (Unifei).
Solimar Silva reclamou da verba irrisória destinada à continuidade do projeto da Unifei para o ano que vem. Segundo o vereador, inicialmente, a LOA previa R$ 4 milhões para a universidade. Com ajuda do setor jurídico da Câmara, o legislador conseguiu encontrar fontes de recursos em outras dotações para remanejar para obras na instituição educacional. A emenda contém R$ 7,5 milhões adicionais.
“São R$ 11,5 milhões para que a gente consiga, pelo menos, dar um arranque nas obras do terceiro prédio. Vale lembrar que o projeto da Unifei está diretamente ligado ao do Parque Científico Tecnológico, que é fundamental para o futuro do município. Além disso, são 10 mil alunos na instituição, a maioria de fora, o que também ajuda a fomentar a economia da cidade”, defendeu o vereador.
A emenda de Solimar foi aprovada por unanimidade, com elogio dos demais colegas. O texto principal da LOA também foi aprovado por todos os vereadores, sem discussões. A matéria é de turno único e já segue para sanção do prefeito Damon Lázaro de Sena (PV).
“Furado”
No início do mês passado, o vereador Ilton Magalhães (PR) teceu críticas ao orçamento elaborado pela atual gestão para o governo que virá. O republicano usou o termo “furado” para descrever o projeto que contém as fontes de arrecadação e de gastos.
Ilton citou a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e o Hospital Carlos Chagas como dois pontos em que as verbas destinadas para manutenção são muito menores que o gasto real. Na opinião dele, o futuro governo terá que enviar projeto à Câmara pedido remanejamento adicional, além dos 25% já previstos no orçamento.
“Se o orçamento já está difícil de executar desde o início do ano, eu penso que o próximo prefeito terá que, ao longo do tempo, pedir mais remanejamento. Terá que pedir autorização da Câmara para ultrapassar os 25% já estipulados”, afirmou o vereador.




