Falta de medicamentos em Itabira pode aumentar por causa de dívida com fornecedores

Sem receber, distribuidores de remédios podem deixar de repassar os itens

Falta de medicamentos em Itabira pode aumentar por causa de dívida com fornecedores
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A falta de medicamentos na saúde pública de Itabira pode agravar neste fim de ano. O governo municipal está devendo distribuidores de remédios, o que compromete a entrega de novos produtos. Com as contas no vermelho, o governo municipal está com uma das principais fontes de arrecadação bloqueadas, segundo o Executivo: recursos advindos da mineração.

O secretário-adjunto de Fazenda da Prefeitura de Itabira, Paulo Moraes, revelou em encontro com o sindicato dos servidores municipais nessa terça-feira, 29 de novembro, que o débito com fornecedores de medicamentos é de pelo menos R$ 408 mil, que tem como consequência a interrupção da distribuição pelas empresas contratadas.

Paulo informou que a cidade mineradora não recebeu este mês a Compensação Financeira pela Exploração dos Recursos Minerais (CFEM). De acordo com ele, o repasse, no valor de R$ 3,7 milhões, está retido no Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), órgão responsável pela cobrança e recolhimento dos recursos provenientes da CFEM.

Esse montante teria de ser repassado até 9 de novembro último. “É o que nos deixa mais aflitos porque temos fornecedores de medicamentos, postos de gasolina, prestadores de serviços e empreiteiras esperando para receber”, lamentou o secretário.

Neste ano, o governo federal fez o contingenciamento de despesas previstas no Orçamento da União. Assim, ministérios e autarquias ficaram impedidos de transferir recursos, mesmo tendo dinheiro em caixa.

O DNPM foi afetado pela manobra. Segundo Moraes, tramita em Brasília um Projeto de Lei do Congresso Nacional (PLN) que autoriza suplementação orçamentária. Com a aprovação, o DNPM poderá voltar a transferir as parcelas da CFEM e outras contribuições aos estados e municípios.