Moradores às margens da BR-381 convivem com o medo de carros caírem sobre suas casas
Sthefani Castro ressaltou que o trecho da BR precisa ser melhor sinalizado
Imagine ter que conviver com a ameaça constante de algum carro simplesmente cair sobre sua casa. Parece assustador e inacreditável, mas a situação acontece e bem perto de Itabira.
É com esse medo que a jovem Sthefani Castro, de 24 anos, e moradores do bairro Armazém, em Nova Era, convivem diariamente. A comunidade está localizada às margens da BR-381, um pouco abaixo da rodovia. Cansada de ver automóveis despencando em seu terreno, a moça apela para uma "corrente" na rede social a fim de sensibilizar as autoridades competentes.
Segundo Sthefani, os acidentes acontecem por causa de uma curva acentuada na estrada. Para se ter ideia do tamanho do problema, somente no dia das eleições, 2 de outubro, quatro veículos caíram na sua residência e na dos seus vizinhos. Quatro acidentes em menos de 24 horas. Nesse feriado da Proclamação da República, 15 de novembro, cinco carros caíram na vizinhança.
A jovem mora na casa há três meses, com a mãe de 46 anos e o pai de 47. Antes deles, uma tia morou por mais de 20 anos no local. “No passado, minha tia chegou a presenciar um acidente com vítima fatal”, contou. De acordo com Sthefani, o problema acontece há muito tempo, mas se acentuou nos últimos tempos.
A curva que apavora os moradores do bairro Armazém fica próxima ao km 127, logo após a Churrascaria Encantado. “Estudos provam que há uma má projeção da curva. Ela é para a esquerda, mas acaba ´jogando´ os carros para a direita”, explica Sthefani. Neste trecho, a estrada possui guard rail de proteção, mas, somente depois da curva. “A sinalização e as condições da pista deixam muito a desejar”, salienta.
Os vizinhos da jovem, que são na maioria idosos, também sofrem com a situação. “Graças a Deus ainda não aconteceu alguma coisa mais grave. Pois é sempre um grande susto”, diz. Como os veículos costumam cair sempre no mesmo local, existe uma área isolada na casa, na qual ninguém pisa. “A situação está trágica”, lamenta.
Sthefani postou um vídeo em seu perfil no Facebook para mostrar o local em que acontecem os acidentes:
Solução
Sthefani Castro contou que entrou em contato com a Polícia Federal e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Segundo a jovem, o Dnit argumenta que necessita de documentações, como boletins de ocorrência, para confirmar se a curva realmente é uma situação crítica. Já a PM informou que as pessoas não têm o costume de fazer boletins de ocorrência dos acidentes no local. “Então, agora estou trabalhando para que todas as pessoas acidentadas façam o boletim. Dessa maneira, poderemos chegar a uma solução”, afirma. A Polícia Federal disse para a jovem que é preciso registrar os boletins para que a região seja identifica pelo DNIT como uma área que precisa de atenção.
Também por meio de rede social, o vereador de Nova Era, Ângelo de Andrade Drumond, informou que há aproximadamente três meses conversou com o superintendente do Dnit, Fabiano Martins Cunha, e que houve promessa por parte do órgão de de enviar um engenheiro ao local, o que não aconteceu.
Segundo Ângelo, com a reincidência de acidentes relatadas por Sthefani, procurou novamente o superintendente. “Venho cobrando insistentemente. Inclusive, usei as imagens dos acidentes numa mensagem para o superintendente e falei da indignação de toda a cidade”, contou. Conforme o vereador, Fabiano Martins respondeu consternado com a situação, falou de outros trabalhos que vêm sendo feito na BR e que enviará um engenheiro ainda nesta semana a Nova Era para ver de perto o problema.
A reportagem de DeFato Online procurou o Dnit e aguarda um posicionamento da Assessoria de Comunicação do órgão.